
O Ministério Público (MP) acusou 11 operacionais da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Fundão pelos crimes de violação e coação sexual, alegadamente cometidos contra um colega da corporação, atualmente com 19 anos.
Segundo a acusação, os factos ocorreram no dia 6 de setembro de 2025, quando o jovem, que havia ingressado na corporação como bombeiro de 3.ª categoria em novembro de 2024, terá sido alvo de abusos em duas ocasiões no quartel.
De acordo com o MP, cinco arguidos respondem por dois crimes de violação e um de coação sexual, outros cinco por um crime de violação e um de coação sexual, enquanto o último é acusado de um crime de violação na forma tentada.
A acusação refere que a vítima tentou resistir às agressões, mas foi impedida por vários colegas. O jovem acabou por abandonar a frequência do quartel, alegadamente devido ao medo, angústia e vergonha provocados pelos acontecimentos.
Na sequência da investigação, o comandante da corporação apresentou a demissão e a associação instaurou processos disciplinares a vários bombeiros envolvidos.
Os 11 arguidos mantêm medidas de coação que incluem a proibição de contactar a vítima, testemunhas e, na maioria dos casos, entre si, bem como apresentações semanais na GNR e a proibição de frequentar o quartel dos Bombeiros Voluntários do Fundão, salvo em situações excecionais devidamente justificadas.
O crime de violação é punível, em Portugal, com penas de prisão entre três e dez anos.
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