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Oficial: idade da reforma volta a subir em Portugal

Portugueses terão de trabalhar até aos 66 anos e 11 meses para se reformarem sem cortes.

A idade legal da reforma em Portugal vai voltar a aumentar, obrigando os trabalhadores a permanecer mais tempo no ativo para acederem à pensão de velhice sem penalizações. Em 2027, a idade normal de acesso à reforma será fixada nos 66 anos e 11 meses, de acordo com o mecanismo legal que liga este limite à evolução da esperança média de vida.

Este valor resulta dos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a esperança média de vida aos 65 anos, que servem de base ao cálculo automático da idade da reforma, conforme previsto na legislação em vigor. O aumento confirma a tendência de subida gradual registada nos últimos anos.

Ligação à esperança média de vida

A lei determina que a idade normal de acesso à pensão de velhice tenha um ajuste em função da evolução da esperança média de vida aos 65 anos, medida pelo INE. Sempre que este indicador aumenta, a idade da reforma acompanha essa evolução, com o objetivo de garantir a sustentabilidade financeira do sistema público de pensões.

Este mecanismo automático evita decisões políticas pontuais e aplica-se de forma transversal a todos os trabalhadores abrangidos pelo regime geral da Segurança Social.

Reforma antecipada continua a ter penalizações

Apesar do aumento da idade legal, a legislação mantém a possibilidade de reforma antecipada. No entanto, quem optar por sair do mercado de trabalho antes dos 66 anos e 11 meses ficará sujeito a penalizações no valor da pensão, nomeadamente através do fator de sustentabilidade e de reduções mensais por cada mês de antecipação.

Existem exceções para carreiras contributivas longas, mas estas aplicam-se apenas a situações específicas e mediante o cumprimento de requisitos rigorosos.

Impacto nos trabalhadores e no planeamento da carreira

O novo aumento da idade da reforma reforça a necessidade de planeamento antecipado da vida profissional e contributiva. Para muitos trabalhadores, sobretudo em profissões fisicamente exigentes, o prolongamento da vida ativa levanta desafios adicionais, ao mesmo tempo que acentua o debate em torno das condições de trabalho em idades mais avançadas.

A tendência de subida da idade da reforma deverá manter-se nos próximos anos, caso a esperança média de vida continue a aumentar.


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