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«O Gajo» atua este sábado em Pegões

A atuação faz parte do ciclo de espetáculos «Ciclo Aqui ao Lado». João Morais, conhecido como «O Gajo» atua no dia 12 de agosto às 21h30. 

Evento vai acontecer em frente à sede da União das Freguesias de Pegões e é organizado por várias instituições: a Companhia Mascarenhas-Martins, uma estrutura financiada pela República Portuguesa — Cultura / Direção-Geral das Artes, Câmara Municipal do Montijo e Junta de Freguesia da União das Freguesias do Montijo e Afonsoeiro.

O concerto vem celebrar o lançamento do novo álbum do artista. Lançado a 24 de março deste ano, o disco «Não Lugar» conta com um conjunto de colaborações inesperadas.

O quarto CD, lançado por João Morais, inclui uma mistura dos géneros metal e alternativo/independente. Os visitantes podem ouvir temas como Tarântula, Yanda Djuntu, Desassossego, Rebeldança ou mesmo Jangada.

O novo disco de «O Gajo» surge como uma proposta de percurso para a escuta de uma história transcultural do cordofone tradicional procedente da região do Alentejo, a viola Campaniça.

Tendo este ponto de partida, em «Não Lugar» são lançadas sonoridades, compostas por múltiplos lugares de experimentação e de encontros, fundidos na aventura da descoberta do outro e dos outros.

Para esta “viagem de exploração da Viola Campaniça num encontro com sonoridades do mundo” foram convidados 6 artistas com modos de circulação específicos na música do mundo contemporâneo. É neste lugar transitório que as expressões da korá guineense por Braima Galissá, da viola ressonadora brasileira de Ricardo Vignini, da viola braguesa de Vasco Casais (Omiri), do Electric Saz turco de Thomas Attar Belier, da Sitar de Luís Simões (Satúrnia) e da voz de Kátia Leonardo, referem um acontecimento particular.

Também designada por Viola Alentejana, a Viola Campaniça era o instrumento musical usado para acompanhar os célebres cantares à desgarrada, ou” cantes a despique”, nas festas e feiras do Alentejo. É a maior das violas portuguesas e possui 5 ordens de cordas tocadas tradicionalmente de dedilhado apenas com o polegar. João Morais é músico desde 1988 e depois de quase 30 anos a tocar guitarras vindas de fora, é num concerto em Beja que conhece a Viola Campaniça. A que traz para Lisboa ganha novas tonalidades, afastando-se da linguagem mais tradicional, mas mantendo intacta a sua Portugalidade. As composições deste artista são uma mistura híbrida entre fado, música tradicional e vários outros estilos.

João, aos 15 anos, começou a tocar guitarra para fazer carreira no punk-rock português, mas foi em 2016 que começou a criar um caminho mais trilhado. Foi como “um mergulho nas raízes da música portuguesa, onde descobriu o encanto da viola campaniça, criando para si, um novo som, misturando-o com outras texturas da ‘world music’.

Decorrido um ano, lança «Longe do Chão», o seu primeiro trabalho do quádruplo. O segundo disco chega em 2019, em forma de EP, com o nome «As 4 Estações do Gajo».

Em 2021, «O Gajo», lançou «Subterrâneos», um disco que aumentou a popularidade que, até então, o projeto tinha conseguido. O 3.º álbum de João Morais leva-nos numa viagem pelo “Eu interior”. Nesse sentido, a principal força do artista para a criação deste projeto, foi o tempo de confinamento, que serviu como momento de reflexão para o «O Gajo».


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