Editorial

O enforcado fiscal…

O mundo está a viver dias difíceis com a crise económica a afetar todos os países, e Portugal não foge à regra, até onde vamos parar nos próximos tempos?

O aumento do custo de vida está cada vez a debilitar os portugueses, há poucos dias andava nas compras num supermercado conhecido por não ter a sua sede instalada em Portugal, mas sim lá fora [Polónia] e os lamentos dos clientes era audível, lamentos esses que me deixaram chocada quando uma família, penso que avó, avô e neta [uma criança de 8 anos], o marido dizia para a esposa: “Já não se pode comprar sobremesas nem iogurtes, encareceu em grande”, é chocante uma criança ou idoso ser privado de um iogurte, ou até de um doce por vezes. Esta frase deixou-me a pensar, que futuro é este o nosso que estamos a viver e que estamos bem piores quando a Troika esteve em Portugal.

Olhando para trás, em 2018 e 2019, nós íamos às compras e com 30 euros, trazíamos o razoável, estamos em 2023 e esses 30 euros não dá para trazer o razoável, o que trazemos é um fundo de um cesto ou carrinho de compras com meia dúzia de produtos e olhando para o dinheiro, em pouco menos de 2 dias as contas dos portugueses está a zeros, mas para onde nos vão encaminhar com estas políticas absorventes de impostos?

O Orçamento de Estado está quase a ser discutido e olhando para ele [documento] é assustador, só temos aumentos e mais aumentos, temos um orçamento que nos vai dar cabo mais da carteira do que nos está a dar, são os aumentos do IUC nos carros até 2017, fala-se no aumento do IMI que ainda não está definido, e pior ainda, será a extinção do cabaz que o Governo nos deu, porque esse irá terminar um dia, porque os patrões da grande distribuição não estão para perder mais, e quem irá perder? Somos todos nós, portugueses, que estamos a ver a classe média a desaparecer e a ficar a classe pobre e a classe rica.

Há uns anos, numa entrevista que realizei com um senhor de quase 80 anos, no fim, o senhor dizia-me: “Sabe menina, o Salazar quando morreu, morreu pobre, mas deixou o país rico, estes de agora quando morrerem, morrem ricos e deixam o país pobre”, grande sabedoria esta deste senhor que certamente já cá não está entre nós, infelizmente, talvez tenha morrido pobre como previa.

Tudo a continuar assim, iremos ser enforcados na forca fiscal, com os jovens a não conseguirem comprar a sua casa, e mesmo que consigam, irão hipotecar a sua vida toda por uma habitação, ou mesmo a não conseguirem arrendar uma casa, porque os preços, esses, estão altíssimos e com os ordenados que existem, não vamos ter grande futuro para esses jovens, qual a alternativa? Não sei, será imigrar como os que estão a chegar ao nosso país? Os novos tempos não se avizinham muito favoráveis para ninguém.

Bem-haja a todos!


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