Opinião

O dilema da saúde do nosso tempo

As opiniões expressas neste artigo são pessoais e vinculam apenas e somente o seu autor.

Parte 1 – O mundo ao redor e dentro de nós.

A Humanidade sempre enfrentou surtos de doença, por vezes sob a forma de pandemia.

Lidar com as questões de saúde, reduzir a sua prevalência e incidência, gerir o risco e controlar os danos são preocupações que pautam a gestão de saúde nas sociedades modernas.

Depois duma curva de sucesso em que o combate à desigualdade social e as políticas de saúde “com base na evidência” desempenharam um papel fundamental. Assistimos hoje a uma curva regressiva que torna premente a reflexão e a compreensão da razão por que chegámos a este ponto de inflexão.

Surtos de doenças infecciosas acontecem. E, antigamente, controlavam grande parte da esperança média de vida, dizimando metade da população em idades jovens, para além dos surtos epidémicos que matavam até um terço da população afectada. Estes surtos históricos e as doenças endémicas responsáveis pelo encurtamento da vida foram principalmente causados por bactérias ou parasitas cuja disseminação decorria das más condições de higiene, de nutrição, de habitabilidade e de vida em geral.

Com o saneamento básico, a acessibilidade a água potável e a dietas ricas em nutrientes, a mortalidade diminuiu significativamente.

A descoberta e desenvolvimento dos antibióticos constituiu outro passo importante.

Quanto às vacinas, a verdade é que a redução da mortalidade ocorreu, de forma significativa (principalmente nas populações mais prósperas e ricas) muito antes da vacinação se ter tornado disponível para a maioria das doenças evitáveis.

Acresce que, a maioria das mortes antes dos antibióticos e das vacinas, nomeadamente durante a gripe espanhola, se deveram a infecções bacterianas primárias ou secundárias (1). Os vírus também devastaram populações, principalmente as que se haviam mantido isoladas por milhares de anos, como sucedeu com as da Oceania ou as das Américas no início da era colonial europeia. Todavia, actualmente, talvez com a excepção do HIV e dos vírus respiratórios em idosos muito frágeis, o risco para a maioria é muito baixo.

Todos estes factos foram ensinados nas escolas médicas, nos tempos em que a medicina baseada na evidência, a verdade e a ética eram o alicerce da prática e das políticas de saúde.

Os seres humanos evoluíram e convivem, desde há milhares de anos, com bactérias e vírus, tanto benéficos quanto prejudicais. Inclusivamente dentro das nossas células existem descendentes de bactérias simples com um genoma próprio – as mitocôndrias, que encontraram, em nós, a simbiose perfeita: enquanto as protegemos, elas retribuem-nos produzindo energia.

Também abrigamos milhões de células “estranhas” com um genoma diverso do nosso – as bactérias, que habitam o nosso intestino, a nossa pele e até o nosso sangue. Não são inimigas mas aliadas na digestão dos alimentos, na produção e metabolização de nutrientes essenciais, na síntese de neurotransmissores que ajudam ao funcionamento cerebral e por conseguinte ao pensamento crítico e ao nosso estado de ânimo.

O corpo humano é um ecossistema perfeito, complexo e harmonioso que sustenta o nosso Ser e dá rosto ao nosso espírito.

A medicina moderna lida com os limites desta complexidade aspirando ao alívio do sofrimento e ao prolongamento da vida.

Em boa verdade, a generalidade dos fármacos, quando usados com prudência e sabedoria, produzem resultados positivos apesar dos efeitos colaterais ou indesejados como sejam, no caso particular dos antibióticos, o desequilíbrio do microbioma e/ou do sistema imunitário. Neste contexto do combate às infecções, as vacinas são, por assim dizer, mais holísticas porque promovem o treino das nossas defesas inatas – células especializadas em proteger as outras, muitas vezes, se sacrificando no processo.

Se formos infectados por uma bactéria ou por um vírus o sistema imunitário reage e, posteriormente, recorda esse contacto prévio. Portanto ao injectar uma proteína ou qualquer outra parte dum potencial agente patogénico ou o agente inactivado ou atenuado, oferecemos, ao nosso sistema imunitário, a oportunidade de desenvolver, para memória futura, uma resposta imunológica defensiva sem correr o risco de doença grave ou de morte – a isto chama-se imunização activa ou vacinação e é, indiscutivelmente, uma ideia intrinsecamente boa.

Todavia a vacinação pode falhar pois a biologia é demasiado perfeita para se deixar enganar por um patogénio inactivo ou atenuado ou por partes deste. Geralmente é necessária a adição de químicos e de excipientes ditos “adjuvantes” como os sais de alumínio, com o objectivo de potenciar a estimulação imunitária e aumentar a eficácia da vacina. Também é frequente a adição de conservantes que, prolongando a durabilidade, permitem vacinar mais pessoas a um custo mais baixo o que também constitui algo positivo. Pese embora as vantagens práticas, alguns destes adjuvantes e conservantes são teoricamente prejudiciais com efeitos diferentes em indivíduos diferentes e dependentes da dose e da frequência de administração. Esta é uma preocupação em relação à vacinação que, contudo, não tem sido motivo de investigação, permanecendo uma incógnita qual o real risco e qual o grupo mais vulnerável.

Porque se aplicam às vacinas os mesmos princípios que se aplicam aos medicamentos, não será desejável vacinar contra uma doença ligeira se, no processo, existir o risco (ainda que remoto) de sobrevir uma doença mais grave. Da mesma forma que não fará sentido ignorar o efeito e o potencial risco da injeção de doses cumulativas de adjuvantes decorrente do acrescentar sucessivo, aos planos de vacinação, de vacinas contra doenças cada vez menos graves.

A abordagem mais recente da imunização activa (estimulação de uma resposta imunitária protectora) é a injeção de RNA modificado ( RNA = ARN: Ácido RiboNucleico). As vacinas mRNA são mais fáceis de produzir e, portanto, potencialmente mais lucrativas. Esta é a sua vantagem.

O RNA é um material genético que ocorre naturalmente nas nossas células, é uma cópia de parte do nosso genoma e é usado como modelo para a síntese duma proteína específica.

Na sua utilização como vacina o RNA é modificado para conter a informação necessária à síntese duma proteína viral e aumentar a durabilidade dessa síntese por parte da célula humana, significando que a célula alvo conseguirá produzir ainda mais proteína. Embalado em nanopartículas lipídicas – pequenos pacotes que atravessam a membrana das células e as bainhas dos nervos, pode ser incorporado por qualquer célula do corpo.

Se bem que existam estudos a afirmar que a maioria destas nanopartículas permanece no local da injeção sendo drenada pelos gânglios linfáticos. Existem muitos mais estudos que comprovam a acumulação das nanopartículas lipídicas, e portanto do mRNA, em certos órgãos (2) particularmente  nos ovários,  nos testículos, nas  glândulas supra-renais, no baço e no fígado.

O objectivo da vacinação mRNA é formatar as células do corpo vacinado com a informação necessária para que além da sua função habitual passem também a produzir a proteína  estranha  mimetizando o patogénio. Acto continuo o sistema imunitário do vacinado ataca estas células que identifica como perigosas, matando-as ao mesmo tempo que causa inflamação local. Qual a consequência a prazo dessa inflamação e morte celular nos ovários, nos testículos e demais órgãos alvo das partículas de transporte do mRNA? Já há prova de anomalias fetais em ratos (2) no entanto, ao arrepio do princípio da prudência e da Bioética, avançou-se temerariamente para a administração destas injeções a muitas crianças e mulheres grávidas…

Sabe-se, também, que o nosso genoma é composto por pedaços de genoma viral que foram sendo, acidentalmente, incorporados ao longo de milhões de anos. Quem poderá  garantir que tal não venha a suceder, desta feita iatrogenicamente, com a informação contida no mRNA injectado?

Apesar de mais rentáveis as vacinas mRNA representam risco para a saúde, pelo seu modo de acção. Todavia isto só preocupará a indústria farmacêutica e os promotores da técnica, quando os custos dos danos causados superarem o lucro obtido ou constituírem um risco para a sua reputação.

 Deveremos preocupar-nos?

1 – https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2599911/

2 – https://www.tga.gov.au/sites/default/files/foi-2389-06.pdf


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