O dia em que a vontade dos portugueses foi chumbada
Luís Guerreiro, Vogal da Juventude Popular de Setúbal
O debate sobre a moção de confiança no parlamento português foi a sentença final para o país mergulhar de novo numa crise política e consequentemente levar os portugueses às urnas.
Durante o debate, foi notório que o Partido Socialista e o seu Secretário-geral não queriam qualquer esclarecimento, não procuravam esclarecer os portugueses.
Preferiram levar o país para eleições a todo o custo mesmo que essa decisão leve a que Portugal passe de novo por um processo eleitoral, passado pouco mais do que um ano da tomada de posse do Governo.
No início da legislatura muito se falou de coligações, contudo, passados 12 meses a conclusão que tiramos foi que o Partido Socialista e o Chega não descansaram até que o governo liderado por Luís Montenegro caísse, fazendo assim uma coligação negativa contra Portugal e contra a vontade soberana do povo português.
A decisão de chumbar a moção de confiança é de uma total irresponsabilidade política e uma ausência gigantesca de sentido de estado por parte da oposição.
Nunca se vai conseguir esclarecer quem não quer ser esclarecido. Pedro Nuno Santos chumbou a hipótese de conseguir que a tão desejada comissão parlamentar de inquérito avançasse porque o interesse do líder socialista nunca foi o mesmo dos portugueses.
O interesse do líder da oposição sempre foi o próprio partido e, se dúvidas existissem, o debate foi bem esclarecedor. Entre Portugal e o PS, a bancada do Partido Socialista escolheu-se a si própria.
Mais uma vez o CDS-PP mostrou ser o adulto na sala, sempre com a consciência de que o país não precisa de instabilidade nem de eleições, mas sim de estabilidade e propostas concretas para os seus problemas, deixando bem claro o quão doloroso seria para o país ir a eleições pela quarta vez num espaço de seis anos.
Os portugueses não se podem esquecer do que foi feito e do que ainda está por fazer pelo executivo e no dia das eleições todos nós teremos de dar um grito de revolta contra as esquerdas e decidirmos, sem dar margem para dúvidas, o que queremos para a nossa nação.
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