Opinião

O culto da exaustão

Como se mede o mérito, nos dias de hoje?

Pelo dinheiro que se tem? O carro que se conduz? A casa onde se (sobre)vive?

Os títulos académicos? As marcas de luxo que se usam? As viagens que se realizam? As fotos que se exibem nas redes sociais?

Também…

Mas, na minha prática clínica, observo um culto crescente da exaustão como valor. Valemos tanto, quanto nos esgotamos diariamente. Se se tratar de uma mulher, ainda mais.

Trabalhar poucas horas, dormir bastante, ter tempo para o lazer e para nada fazer, parece um pecado.

Só tem valor quem é o primeiro a chegar e o último a sair. Assim como os que dormem poucas horas.

Quanto maior a exaustão e o desgaste, maior o valor acrescentado.

Talvez por isto, se assista a um aumento do Síndroma de Burnout, e sejam cada vez mais as pessoas que se sentem profundamente insatisfeitas com a sua vida e as suas escolhas. Reféns de objetivos e de metas. Incapazes de introduzir mudanças, incapazes de escolhere a sua saúde mental, o amor próprio e o tempo de qualidade. Individual e em família. As relações constroem-se e tal requer esse bem precioso…chamado tempo…

O ócio e as atividades lúdicas e desportivas são também bens de primeira necessidade! Não se iniba de dizer que Não! Escolha ser Feliz! Não se esgote por nada nem por ninguém!

Prof.ª Doutora Thaysa Viegas, Diretora Clínica da Maria Vinagre, Clínica de Empoderamento do Agridoce da Vida


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