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Novo Sistema de Comunicações críticas em Portugal: Investimento de 36 milhões já em marcha

Portugal avança com novo sistema nacional de comunicações críticas, com investimento inicial de 36 milhões e transição até 2038.

O Estado português quer reforçar a segurança das suas comunicações críticas depois do apagão que expôs fragilidades em serviços essenciais. A proposta em cima da mesa prevê criar um novo sistema nacional de comunicações críticas, concebido para garantir maior resistência em cenários de falha, crise ou interrupção prolongada.

O plano arranca com um investimento inicial de 36 milhões de euros e inclui a criação de uma entidade pública dedicada exclusivamente à gestão destas comunicações, retirando peso a modelos dispersos e concentrando responsabilidades numa estrutura própria.

A mudança não será imediata. A transição está desenhada para decorrer faseadamente até 2038, permitindo adaptar infraestruturas, tecnologias e procedimentos sem comprometer a operação dos serviços públicos que dependem destas redes.

O objetivo central é claro: assegurar que organismos do Estado, forças de segurança, proteção civil e outras áreas sensíveis mantêm capacidade de comunicação mesmo em situações-limite. A medida surge num contexto em que Portugal tem discutido a resiliência das infraestruturas críticas, incluindo energia, telecomunicações e redes digitais.

A criação deste novo sistema representa, por isso, mais do que uma atualização tecnológica. É uma tentativa de blindar o funcionamento do Estado perante falhas que podem afetar diretamente a resposta pública em momentos de pressão.

Investimento Estratégico em Segurança

O novo sistema surge como resposta estratégica às fragilidades evidenciadas pelo SIRESP, a rede integrada de emergência e segurança em Portugal. O apagão de comunicações registado no ano passado expôs limitações críticas e acelerou a criação de um grupo de trabalho encarregado de avaliar alternativas tecnológicas viáveis e sustentáveis.

As autoridades defendem que a futura solução permitirá reforçar a capacidade de resposta em cenários de crise, garantindo a continuidade das comunicações essenciais em momentos de maior pressão operacional. Em cima da mesa está construir uma infraestrutura mais resiliente, capaz de acompanhar o aumento das exigências no domínio da segurança e das comunicações do Estado.

Transição Até 2038

Com um horizonte de transição definido até 2038, o Governo aposta numa implementação gradual do novo sistema, procurando reduzir incertezas e evitar ruturas no funcionamento das comunicações críticas. O modelo faseado permitirá testar soluções no terreno, corrigir fragilidades e ajustar o processo à medida que avança, numa lógica de mitigação de riscos.

A estratégia traduz uma aposta clara no reforço das capacidades do Estado nesta área sensível, num momento em que a fiabilidade das comunicações é determinante para a gestão de emergências. Ainda assim, o calendário alargado levanta questões sobre a capacidade de resposta no curto prazo e sobre o risco de prolongar a dependência de uma infraestrutura já fragilizada. O objetivo assumido é posicionar Portugal entre os sistemas mais avançados da Europa, mas o sucesso dependerá da execução e da capacidade de evitar os erros do passado.


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