PaísSaúde

Novo Índice de Sustentabilidade do SNS fixa-se nos 59,3 pontos e passa a avaliar prevenção

Estudo da NOVA IMS e da AbbVie revela pressão crescente sobre o Serviço Nacional de Saúde, mas destaca o impacto positivo na saúde, produtividade e qualidade de vida dos portugueses

O novo Índice de Sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) situou-se nos 59,3 pontos, numa escala de 0 a 100, passando pela primeira vez a incluir uma componente dedicada à prevenção. Os resultados foram divulgados pela NOVA Information Management School (NOVA IMS) e pela biofarmacêutica AbbVie e refletem os desafios e contributos do SNS para a sociedade portuguesa. 

Segundo o relatório, o SNS enfrentou em 2025 uma forte pressão financeira, marcada por um aumento da despesa de 9,1% e pela subida de 31% da dívida vencida. A estes fatores juntam-se uma ligeira redução da capacidade assistencial e uma diminuição da acessibilidade técnica aos serviços, considerada uma das dimensões mais frágeis do sistema. 

Apesar destes desafios, os portugueses continuam a avaliar positivamente vários aspetos do SNS. A qualidade percecionada dos cuidados manteve-se estável e a avaliação global da eficácia do sistema atingiu os 69,9 pontos, destacando-se o impacto na qualidade de vida e no estado de saúde da população. 

A nova dimensão dedicada à prevenção mostra que 73% dos portugueses afirmam ter realizado ações preventivas de saúde no último ano, sobretudo análises clínicas, consultas de rotina no SNS e exames de diagnóstico. O índice de capacidade preventiva alcançou os 64,7 pontos. 

O estudo evidencia ainda os benefícios económicos gerados pelo SNS. Em 2025, os cuidados prestados permitiram evitar o equivalente a 1,4 dias de absentismo laboral por pessoa, traduzindo-se numa poupança estimada de 800 milhões de euros. No que respeita à produtividade, o SNS evitou perdas equivalentes a 11,1 dias por pessoa, representando uma poupança de cerca de seis mil milhões de euros. No total, o retorno económico associado ao impacto do SNS é estimado em 10,2 mil milhões de euros

Na área da inovação, cerca de metade dos utentes avalia positivamente a modernização tecnológica dos equipamentos do SNS e 56% considera que o sistema acompanha a evolução tecnológica na saúde. No entanto, apenas 34% acredita que os doentes têm acesso atempado a medicamentos inovadores e só 30% considera que Portugal incorpora novas terapêuticas com rapidez comparável à de outros países da União Europeia. 

Pedro Simões Coelho, professor da NOVA IMS e autor do estudo, sublinha que o futuro do SNS exige uma abordagem integrada, assente no reforço da prevenção, melhoria do acesso aos cuidados, investimento em inovação e garantia de que os recursos disponíveis geram ganhos efetivos para os cidadãos e para o país. 


Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt


Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito

fertagus

palmela
palmela