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Novo aeroporto em Lisboa: proposta da ANA gera polémica e críticas ao Governo

A recente proposta da ANA Aeroportos para a construção do novo aeroporto de Lisboa tem gerado críticas contundentes, com acusações de falta de transparência e prejuízos para os contribuintes.

A proposta apresentada pela ANA, empresa detida pela multinacional francesa Vinci, foi classificada como “inaceitável” pelo PCP, que acusa o Governo de apoiar uma solução que coloca custos significativos nos ombros do Estado e adianta prazos considerados irrealistas. Segundo Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do Comité Central do partido, a proposta “atira para 2037 a construção de uma infraestrutura estratégica que há muito deveria estar concluída”, além de intensificar a operação no Aeroporto da Portela sem assegurar o seu desmantelamento célere.

Entre os pontos mais polémicos, a ANA propõe que o Estado assuma a responsabilidade pela construção de infraestruturas essenciais, incluindo acessos rodoviários, ferroviários e a Terceira Travessia sobre o Tejo. A empresa também defende o aumento progressivo das taxas aeroportuárias entre 2026 e 2030, e o prolongamento da concessão até 2092, o que, segundo o PCP, configura “um dos mais descarados assaltos aos recursos nacionais a que o país já assistiu”.

A proposta estima um custo de 8,5 mil milhões de euros para a construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, com sete mil milhões a serem financiados por emissão de dívida. No entanto, a viabilidade da obra dependerá de um programa alargado de infraestruturas de acessibilidade, todas a cargo do Estado.

Para o PCP, o novo aeroporto deve ser financiado exclusivamente com os lucros da ANA, sem prolongamento de concessões, sem aumento de taxas e garantindo uma TAP pública. Vasco Cardoso defendeu ainda que a obra “não precisa de ser atirada para daqui a 12 anos” e pode ser concluída em apenas seis, com base em análises de especialistas.

A proposta da ANA já suscitou dúvidas no próprio Governo, que anteriormente questionou os pressupostos para o prolongamento da concessão. No entanto, o PCP afirma que “não há negociação possível na base desta proposta”, reafirmando que a privatização da ANA deixou o país dependente dos interesses de uma multinacional.


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fertagus

2 Comentários

  1. As galinhas ainda vão ter dentes, e o aeroporto ainda só no papel 🤣