Nova subestação de Sines entra em funcionamento após investimento de 8,3 milhões de euros
Infraestrutura aumenta capacidade energética e reforça qualidade do serviço para 1.800 clientes residenciais e oito empresas em Sines.
A nova subestação de Sines, inaugurada a 11 de novembro , entra em funcionamento após um investimento global de 8,3 milhões de euros da E-Redes, empresa do grupo EDP. Esta infraestrutura visa aumentar a capacidade de produção e consumo energético na região, respondendo aos desafios da transição energética.
O projeto incluiu a construção da subestação e de cerca de 20 quilómetros de linhas de alta e média tensão em Sines, distrito de Setúbal. A subestação possui uma potência instalada inicial de 31,5 megavolt-ampere (MVA) e integra ainda a rede de alta tensão que a alimenta e a nova rede de média tensão ligada à existente. Com esta rede, a capacidade de receção de produção na Rede Nacional de Distribuição e a qualidade do serviço na zona sul da cidade de Sines serão significativamente melhoradas.
José Ferrari Careto, presidente do conselho de administração da E-Redes, explicou que o investimento reforça a presença da empresa no território e prepara a rede para acolher mais clientes na região: “Como sabemos isto é uma zona muito intensa [e] estamos a preparar-nos no sentido de podermos acolher mais clientes nesta zona.”
A subestação e as redes associadas vão abastecer cerca de 1.800 clientes residenciais e oito clientes empresariais. Segundo o responsável, já existem vários clientes diretamente ligados à subestação em alta e média tensão, bem como uma rede de baixa tensão que distribui eletricidade às habitações, comércio e serviços locais.
As obras decorreram ao longo de 36 meses e fazem parte do plano de investimentos da E-Redes, que pretende modernizar e digitalizar a sua rede de distribuição. Relativamente ao Complexo Industrial e Portuário de Sines, que representa um desafio para a rede, o presidente da E-Redes salientou que “é transversal a toda a rede de alta, média e baixa tensão” e que entre 2026 e 2030, os planos de desenvolvimento e investimento da rede preveem um montante total de 3 mil milhões de euros para renovar e reforçar a infraestrutura.
José Ferrari Careto acrescentou: “Temos de nos preparar para os aumentos de consumo e para o aumento da produção distribuída que liga à nossa rede e este investimento [em Sines] faz parte dessa preparação, obviamente não é o único, este ano, investiremos 340 milhões de euros de norte a sul do país.”
À margem da inauguração, o presidente da Câmara de Sines, Álvaro Beijinha, sublinhou a importância da nova subestação para dar resposta aos investimentos em curso na região, mas alertou para a necessidade de outros investimentos, nomeadamente na habitação. Referiu que “todos estes investimentos precisam de muita energia, muita água, mas também precisam de pessoas e essas pessoas que se espera que venham para Sines trabalhar, naturalmente, precisam de um sítio para viver”.
O autarca considerou “absolutamente indispensável haver investimento” na área da habitação, defendendo que este deve ser repartido entre o município, que já manifestou a disponibilidade para ceder terrenos para construção, o Governo e as empresas que estão a investir na região e que necessitarão de habitação para os seus trabalhadores.
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