
A estrutura do governo liderado por Luís Montenegro sofreu mais uma baixa com a rápida demissão de Patrícia Cerdeira do cargo de assessora da ministra da Justiça, Rita Júdice. A ex-jornalista da RTP abandonou o cargo poucas horas após assumi-lo, após ser confrontada com publicações controversas nas redes sociais.
Segundo informações obtidas, as posições assumidas por Patrícia Cerdeira em publicações passadas foram o motivo da sua demissão. Em posts antigos, ela expressou apoio ao primeiro-ministro António Costa, enquanto criticava o Ministério Público (MP) e a Polícia Judiciária (PJ).
Nas suas publicações, Patrícia Cerdeira expressou a opinião de que os governantes são frequentemente vítimas de investigações do MP, contrastando com elogios à atuação da PJ em casos como o do rapto e homicídio de Jéssica, em Setúbal. Porém, quando se tratava de políticos, as suas opiniões eram distintas.
Numa publicação de dezembro do ano passado, Patrícia Cerdeira escreveu: “Esqueci-me de dizer uma coisa. Que nunca tenhamos o azar de cair nas mãos do Ministério Público”, no mesmo dia em que Marcelo Rebelo de Sousa dissolveu o Parlamento.
A rápida demissão de Patrícia Cerdeira evidencia a sensibilidade em torno das posturas e opiniões expressas por membros do governo, refletindo a importância da coerência e da imparcialidade no exercício de funções públicas.
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