Distrito de Lisboa

Nómadas digitais acham Lisboa “muito cara, suja, pouco segura e com péssimo serviço”

Números em queda abrupta.

Depois de uma primeira fase de encantamento e consequente pico na chegada de nómadas digitais a Lisboa, eis que surge agora a crítica. E não é leve, diga-se.

Segundo os números do Nomadlist, uma plataforma destinada à avaliação da qualidade de vida que cada uma das cidades e países permite a estes profissionais deslocados, em Outubro de 2022 chegaram a Lisboa 20400 nómadas digitais. Agora, os números estão em queda abrupta.

Na base do descontentamento estão o elevado custo de vida, a habitação cara, as fracas infraestruturas e algumas atitudes hostis por parte de alguns sectores da população, segundo escreve o Expresso esta segunda-feira.

Lisboa, que ocupava o primeiro lugar das cidades mais bem avaliadas, caiu entretanto para o 13.º lugar na semana passada, tendo reconquistado o topo alguns dias depois. “Lisboa não é uma boa cidade. É cara, suja e pouco segura”, os apartamentos “são caros, pequenos e velhos”, lê-se em alguns comentários.

Gonçalo Hall, presidente da Digital Nomad Association Portugal considera que “a cidade não oferece a mesma qualidade de vida que oferecia devido ao excesso de turismo, falta de alojamento turístico para aluguer mensal e aumento do custo de vida”.

O tema dos nómadas digitais tem pautado o discurso político de alguns partidos no debate sobre o problema da habitação em Portugal, à boleia do tema do alojamento local e do investimento estrangeiro no sector o que, segundo Pieter Levels, fundador da Nomadlist, leva a que haja alguns grupos de “comunistas anti nómadas digitais revoltados”.


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