Nils aperta cerco e testa Coimbra
A depressão Nils atinge nas próximas horas o seu pico na região de Coimbra, trazendo chuva persistente, vento e forte agitação marítima, com impactos esperados no território e nas bacias hidrográficas.

A região de Coimbra prepara-se para enfrentar o momento mais crítico da passagem da depressão Nils, num cenário marcado por chuva contínua e por vezes intensa, vento forte e agravamento significativo do estado do mar, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
O distrito entra em aviso amarelo a partir das 03h00 de terça-feira, integrado num quadro meteorológico adverso que afeta sobretudo as regiões Norte e Centro do país. O IPMA alerta para a possibilidade de acumulações elevadas de precipitação, num território já fragilizado pela sucessão de episódios de mau tempo registados desde o final de janeiro.
A situação é acompanhada com especial atenção devido ao impacto cumulativo da chuva em solos saturados, aumentando o risco de cheias rápidas, inundações e dificuldades na circulação rodoviária, sobretudo em zonas urbanas e ribeirinhas.
Paralelamente, o estado do mar surge como uma das principais preocupações. Entre a tarde de quarta-feira e a tarde de quinta-feira, vários distritos do litoral, incluindo Coimbra, poderão evoluir para aviso laranja, perante a previsão de ondas de noroeste com alturas significativas entre cinco e seis metros, podendo a altura máxima atingir os 11 metros.
As autoridades de proteção civil apelam à adoção de comportamentos preventivos, recomendando que sejam evitadas deslocações desnecessárias, atividades junto à orla costeira e zonas ribeirinhas, bem como a travessia de áreas inundadas. Na estrada, o conselho é de condução defensiva, com atenção redobrada à formação de lençóis de água.
A Agência Portuguesa do Ambiente alerta ainda para uma situação hidrológica potencialmente perigosa em várias bacias hidrográficas, incluindo a do Mondego, defendendo um acompanhamento permanente da evolução dos caudais.
Este novo episódio de instabilidade surge após várias depressões que atingiram Portugal nas últimas semanas, deixando um rasto de destruição, vítimas mortais e elevados prejuízos materiais. Perante este contexto, o Governo mantém ativa a situação de calamidade em dezenas de concelhos e reforçou as medidas de apoio às populações e autarquias mais afetadas.
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