Nenhum concelho da Península de Setúbal escapou à depressão Cláudia
Segundo o jornal O Setubalense, “nenhum concelho escapou” ao mau tempo, que provocou inundações, quedas de árvores, falhas de energia e duas mortes em Fernão Ferro.
A Península de Setúbal viveu um dos episódios meteorológicos mais intensos do ano. Entre as 14h de quarta-feira e as 16h de quinta-feira, foram registadas 472 ocorrências, avançou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) ao jornal O Setubalense.
“A Península de Setúbal registou 472 ocorrências”, confirmou o CDOS ao Setubalense.
“Nenhum concelho escapou à depressão Cláudia.”
Seixal: duas mortes em Fernão Ferro
O concelho do Seixal foi palco do incidente mais grave. Em Fernão Ferro, um casal de idosos foi encontrado morto dentro de casa, totalmente inundada. A informação foi confirmada pelas autoridades e que descreveram o caso como a ocorrência mais trágica da depressão.
Montijo com mais de 90 ocorrências nas horas críticas
No Montijo, os bombeiros relatam que entre as 4h e as 9h da manhã de quinta-feira, período de maior precipitação, houve 90 ocorrências.
“Dessas 90, pelo menos 20 estavam ainda em resolução em domínio público”, explicou fonte oficial ao Setubalense.
As situações incluíram ruas inundadas, viaturas presas, pequenas derrocadas e danos em estruturas.
Setúbal foi o concelho mais afetado em número geral de ocorrências
O concelho de Setúbal registou 115 ocorrências, adiantou ao Setubalense o comandante dos Bombeiros Sapadores, David Domingues. A vasta maioria – cerca de 80% – esteve relacionada com inundações, quedas de árvores e falhas de energia.
“Sessenta e cinco por cento das situações ocorreram em Azeitão”, precisou o comandante.
Uma tempestade que atingiu todos os nove concelhos
O levantamento feito pelo Setubalense mostra uma distribuição generalizada dos estragos: Almada, Seixal, Sesimbra, Barreiro, Moita, Montijo, Alcochete, Palmela e Setúbal registaram ocorrências significativas.
As principais dificuldades verificaram-se em vias alagadas, casas invadidas pela água, árvores projetadas pelo vento e danos em infraestruturas públicas.
Proteção Civil deixa recomendações
O comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, também ouvido pelo Setubalense, reforçou a necessidade de manter cuidados redobrados:
“A população deve evitar deslocações desnecessárias, remover objetos soltos e adotar condução cautelosa.”
Além disso, apelou a que sejam limpos sistemas de drenagem e que a população esteja atenta às zonas ribeirinhas e arborizadas.
Avisos continuam ativos
A região volta a estar sob aviso laranja este sábado devido à previsão de precipitação forte e trovoada persistente.
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