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Navigator cria medidas de apoio a produtores florestais atingidos pela depressão Kristin

A empresa vai aceitar esta madeira “sem penalização” até 30% do volume por carga, reforçando que não permitirá práticas especulativas e defendendo uma resposta rápida para limpar áreas, desobstruir caminhos e avançar para a replantações.

A The Navigator Company anunciou, esta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, um conjunto de medidas de apoio dirigidas aos produtores florestais afetados pela depressão Kristin, que provocou danos “consideráveis”, sobretudo na região centro do país.

Entre as iniciativas, a empresa afirma ter disponibilidade para receber, nos próximos meses, madeira fina — também designada madeira jovem — que se partiu ou dobrou com a intempérie, proveniente dos 60 concelhos identificados como afetados. Segundo o comunicado, a receção desta madeira decorrerá “sem penalização ou desconto” até ao limite de 30% do volume por carga, mantendo-se, contudo, a exigência de que a madeira seja entregue com a forma e dimensões de corte adequadas, estando previstas medidas especiais de inspeção para garantir esse requisito.

De acordo com a empresa, em condições normais este tipo de madeira (entre 5 e 8 centímetros de diâmetro) não é utilizado pela indústria devido à baixa eficiência produtiva e ao impacto nos custos de fabrico. Ainda assim, face ao caráter excecional dos danos causados pela tempestade — e ao facto de uma parte relevante da madeira afetada corresponder a madeira fina —, a Navigator decidiu flexibilizar a sua política de receção, abrindo uma exceção aos critérios habituais.

A empresa refere ainda que irá manter a prática de não desvalorizar a madeira afetada por fenómenos catastróficos que receba nas suas fábricas e garante que não permitirá aproveitamentos especulativos que prejudiquem os produtores florestais, reservando-se o direito de penalizar comercialmente intermediários caso detete esse tipo de prática.

No mesmo documento, a Navigator sublinha a necessidade de uma resposta rápida no terreno, apontando como prioridades a desobstrução de estradas e caminhos, a limpeza das áreas florestais e a replantação de forma “rápida e mais ordenada”, com o objetivo de reconstruir uma floresta mais resiliente, com capacidade de absorver CO₂, regular o ciclo da água, prevenir a erosão e servir de refúgio à biodiversidade.


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