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Nasceu “Bravo”: a nova cria de roaz no Estuário do Sado

A população residente de roazes-corvineiros no Estuário do Sado passou a contar com 26 indivíduos, após o nascimento de uma cria em julho de 2025

O Estuário do Sado tem mais um golfinho na sua população residente de roazes-corvineiros (Tursiops truncatus). Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a cria nasceu em julho de 2025 e junta-se aos 25 indivíduos já identificados, elevando o total para 26.

A nova cria foi batizada com o nome “BRAVO” por alunos da Escola Básica da Azeda, em Setúbal, durante uma ação de sensibilização que reuniu cerca de 40 alunos e técnicos do ICNF, e que contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira. A progenitora é Bisnau, uma fêmea que também nasceu no Sado, em 2005.

De acordo com o ICNF, os roazes-corvineiros devem o nome “roaz” ao hábito de roer redes de pesca lançadas ao mar, enquanto “corvineiro” está associado à preferência pela corvina, espécie existente na zona do estuário. Todos os indivíduos desta população residente estão identificados individualmente através da barbatana dorsal e têm nome próprio. ICNF – PR – nova cria Sado 2001…

A espécie apresenta dorso cinzento, ventre mais claro e um bico pronunciado, podendo atingir cerca de quatro metros de comprimento e 600 quilos. Alimenta-se de peixes, cefalópodes (como chocos, lulas e polvos) e outros invertebrados. A maturidade sexual ocorre entre os 5 e os 14 anos, a gestação dura cerca de 12 meses e a esperança média de vida ronda os 50 anos.

Apesar de ser comum em várias regiões do mundo, o ICNF sublinha que a população residente no Sado é única em Portugal e uma das três conhecidas em toda a Europa.

Para proteger esta comunidade, o instituto refere a iniciativa “Proteger os Golfinhos”, desenvolvida em parceria com a Troia-Natura, que promove durante a época balnear ações de sensibilização dirigidas à população local, à náutica de recreio, turistas e visitantes, alertando para os cuidados de navegação quando há avistamento e aproximação aos animais.

Em paralelo, equipas do ICNF fazem acompanhamento no terreno, com monitorização e fiscalização do cumprimento das regras de observação e de outras atividades no estuário, procurando minimizar impactos sobre esta população.


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