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“Muitos lucros, poucos aumentos” FECTRANS reúne com a CP

Realizou-se esta segunda-feira a primeira reunião entre a administração da Comboios de Portugal (CP) e as organizações sindicais do sector ferroviário, num momento em que as contas da empresa dão uma reviravolta.

Depois de anos sob pressão financeira, a CP apresenta agora resultados positivos para 2025 após liquidar dívidas antigas, um cenário que contraria as previsões feitas em fevereiro, quando se antecipavam prejuízos.

Perante este novo cenário, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) defende que há espaço para um maior “reconhecimento dos trabalhadores”, exigindo propostas que reflitam a recuperação financeira da empresa. A organização sindical critica ainda a ausência de “qualquer resposta ao documento das organizações sindicais que integram esta mesa negocial”.

Apesar disso a administração da CP colocou em discussão algumas propostas de atualização de suplementos remuneratórios: atualização do abono de itinerância para o pessoal móvel; revisão do abono de deslocação do pessoal fixo; aumento do prémio de produtividade.

A empresa propõe dois cenários: um aumento de 5% com efeitos retroativos a janeiro ou 10% a partir de julho, mas os números apresentados estão longe de convencer os sindicatos. Isto significa pouco mais do que 7 euros mensais na primeira opção e cerca de 14 euros na segunda, valores que os sindicatos classificam como “claramente insuficientes”.

Apesar disso, a FECTRANS reconheceu como positivo o facto de a proposta abranger todos os trabalhadores da empresa.


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