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Mudança na cúpula da PSP gera controvérsia

A exoneração do diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), Paulo Santos, e a sua substituição por Luís Carrilho tem suscitado controvérsia, com sindicatos e associações a questionarem as razões por trás dessa decisão do Governo.

O recente afastamento de Paulo Santos do cargo de diretor nacional da PSP e a sua substituição por Luís Carrilho têm gerado discussão e desconforto entre os sindicatos e associações ligadas à Polícia de Segurança Pública. A demissão do diretor nacional da PSP foi justificada pelo Executivo como parte de uma reestruturação operacional da instituição.

Para os representantes sindicais, esta mudança na liderança da PSP levanta questões sobre a continuidade das negociações em curso entre os sindicatos e o Governo, especialmente num momento em que as reivindicações dos profissionais da polícia, como o suplemento de missão, continuam em destaque.

Paulo Santos, demitido do cargo de diretor nacional da PSP, havia demonstrado publicamente apoio à luta dos polícias pela atribuição do suplemento de missão. Esta posição tornou a sua exoneração ainda mais polémica, levantando questões sobre a possibilidade de retaliação por parte das autoridades.

Para João Pinto, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), a ministra da Administração Interna deveria fornecer mais explicações sobre esta mudança na cúpula da PSP, garantindo transparência e claridade sobre os motivos que levaram à demissão de Paulo Santos.

Esta preocupação é partilhada por outros sindicatos e associações ligadas à Polícia de Segurança Pública, como o Sindicato dos Profissionais de Polícia, o Sindicato Nacional de Polícia e o Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia, que também expressaram reservas em relação à exoneração de Paulo Santos e ao seu impacto nas negociações em curso com o Governo.

A demissão de Paulo Santos e a nomeação de Luís Carrilho como novo diretor nacional da PSP continuam a alimentar o debate e a incerteza sobre o futuro da instituição e das relações laborais com os seus profissionais.


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