MP reabre investigação à morte de jovem ucraniana encontrada no rio Tejo
O Ministério Público (MP) decidiu reabrir o inquérito à morte de Viktoriia Katyukova, a estudante ucraniana de 25 anos encontrada sem vida no rio Tejo, em Abrantes, em abril de 2025. A decisão surge cerca de um ano após o arquivamento do processo e prevê novas diligências, incluindo a análise do telemóvel da vítima.

O Ministério Público decidiu reabrir a investigação à morte de Viktoriia Katyukova, jovem ucraniana de 25 anos cujo corpo foi encontrado no rio Tejo, em Abrantes, em abril de 2025.
A informação foi confirmada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), depois de o caso ter sido arquivado há cerca de um ano. A decisão surge na sequência das insistentes dúvidas levantadas pela mãe da jovem, que nunca se conformou com as conclusões da investigação inicial.
De acordo com informações divulgadas pelo Correio da Manhã, o advogado da família apresentou um requerimento de intervenção hierárquica no qual aponta alegadas falhas na investigação e defende que não foram realizadas todas as diligências necessárias antes do arquivamento do processo.
Na decisão tomada a 18 de agosto, a magistrada responsável pelo processo determinou a realização de novas diligências, incluindo a análise do conteúdo do telemóvel de Viktoriia Katyukova.
O objetivo passa por apurar as comunicações realizadas pela jovem nos dias que antecederam a sua morte, nomeadamente chamadas telefónicas, mensagens e atividade em contas digitais. Caso sejam identificados contactos considerados relevantes ou suspeitos, os respetivos interlocutores poderão vir a ser ouvidos no âmbito do processo.
Para a conclusão destas diligências foi fixado um prazo de três meses.
Viktoriia Katyukova estava desaparecida desde a noite de 8 de abril de 2025. O corpo viria a ser encontrado nove dias depois, a 17 de abril, num açude do rio Tejo, em Abrantes, por um pescador.
Junto ao cadáver foi encontrada uma mochila contendo cerca de 10 quilos de pedras, um dos elementos que desde o início levantou dúvidas à família sobre as circunstâncias da morte.
A autópsia concluiu que a jovem morreu por afogamento. Na altura, a Polícia Judiciária considerou não existirem indícios de intervenção de terceiros, entendimento que levou ao arquivamento do inquérito.
A reabertura do processo poderá agora permitir o surgimento de novos elementos que ajudem a esclarecer os últimos dias de vida da estudante ucraniana, que residia em Lisboa e frequentava os estudos em Abrantes.
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