Movimento Resgatar Setúbal e Maria das Dores Meira
O Movimento Resgatar Setúbal manifestou publicamente o seu “mais firme repúdio” perante a postura adotada pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, no encerramento da reunião pública do executivo realizada a 6 de maio de 2026.
Em comunicado, o movimento considera que a atuação da autarca foi incompatível com “os princípios democráticos, do respeito institucional e da liberdade de expressão política”, acusando-a de tentar limitar o direito de intervenção de um vereador eleito.
Críticas ao “tentar cercear o direito de fala de um vereador”
Segundo o Movimento Resgatar Setúbal, “tentar cercear o direito de fala de um vereador legitimamente eleito pelo povo, no pleno exercício das suas funções autárquicas, representa um sinal preocupante para a saúde democrática do concelho de Setúbal”.
O grupo sublinha que o contraditório, o debate político, a crítica e a fiscalização são elementos essenciais de qualquer órgão democrático e devem ser respeitados independentemente das divergências partidárias.
Referência aos valores de Abril
No comunicado, o movimento afirma ainda que a atitude da presidente da autarquia colide com os valores consagrados pelo Revolução os Cravos, assentes na liberdade, no pluralismo e no direito à livre expressão política.
“O Movimento Resgatar Setúbal considera inadmissível qualquer tentativa de silenciar representantes eleitos, sobretudo em espaços institucionais que devem servir o interesse público, o pluralismo de ideias e o respeito pelas regras democráticas”, refere a nota.
Compromisso com a transparência e o respeito institucional
Para além disso, na mesma tomada de posição, o movimento reafirma igualmente o compromisso com a defesa da liberdade de expressão, da transparência e do respeito institucional, defendendo também que todos os candidatos eleitos devem poder exercer os seus mandatos sem pressões ou condicionamentos.
A terminar, o Movimento Resgatar Setúbal deixa uma mensagem política dirigida ao futuro do concelho: “Setúbal pertence aos setubalenses – não a interesses pessoais, nem a projetos de poder sustentados pela intimidação política ou pelo condicionamento da palavra. Uma democracia forte constrói-se com diálogo, respeito e liberdade“, concluem.
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