Presença em Portugal do mosquito Aedes albopictus, ligado à transmissão da dengue
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) confirmou a presença do mosquito Aedes albopictus, conhecido por poder transmitir doenças como a dengue, em 28 concelhos de Portugal. Os dados integram o mais recente relatório do Programa REVIVE e reforçam a vigilância epidemiológica no país, com especial atenção à evolução da espécie ao longo de 2025.
A deteção do vetor em mais concelhos confirma a expansão gradual da sua presença no território nacional. Além disso, obriga ao reforço das medidas de monitorização e controlo por parte das autoridades de saúde pública.
Lista dos 28 concelhos com presença confirmada
Segundo o relatório REVIVE do INSA, os concelhos onde o mosquito Aedes albopictus foi identificado incluem: Albufeira, Almada, Alcoutim, Arouca, Castro Marim, Condeixa-a-Nova, Covilhã, Esposende, Faro, Gondomar, Lagoa, Lagos, Lisboa, Loulé, Mértola, Oeiras, Olhão, Penafiel, Pombal, Portimão, São Brás de Alportel, Serpa, Sesimbra, Tavira, Valença, Valongo, Vila Real de Santo António e Vila Verde.
Esta distribuição confirma a presença do vetor sobretudo no litoral e em zonas urbanas e periurbanas, onde encontra condições mais favoráveis à reprodução.
Relatório do INSA confirma expansão territorial
O Programa REVIVE, coordenado pelo INSA, identifica a presença do mosquito em diferentes regiões do país, através de armadilhas e recolha sistemática de dados entomológicos. Em 2025, o programa envolveu colheitas em mais de 240 concelhos, permitindo identificar mais de 44 mil exemplares de várias espécies.
As autoridades destacam que esta monitorização permite detetar precocemente novas áreas de colonização e ajustar estratégias de intervenção no terreno.
Vigilância reforçada e prevenção local
As equipas técnicas continuam a reforçar a colocação de armadilhas e a análise laboratorial de exemplares recolhidos. Este trabalho permite acompanhar a densidade populacional do mosquito e antecipar potenciais riscos.
Em paralelo, as autoridades de saúde têm intensificado a sensibilização junto da população, alertando para a eliminação de locais com água parada, principal fator de reprodução do mosquito.
Risco associado a condições climáticas
As temperaturas mais elevadas e os períodos de maior humidade criam condições favoráveis à reprodução do Aedes albopictus. Por esse motivo, os especialistas sublinham a importância de uma vigilância contínua, sobretudo durante a primavera e o verão.
Embora a presença do mosquito não implique automaticamente transmissão de dengue, a sua existência aumenta o risco potencial de circulação de vírus caso estes sejam introduzidos.
Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt
Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito








