Atualidade

Morte na praia da Manta Rota. Técnicos de Emergência Médica criticam modelo de assistência

Conheça as críticas dos profissionais.

Um homem de 58 anos morreu este domingo à tarde na praia da Manta Rota, freguesia de Vila Nova de Cacela, município de Vila Real de Santo António, no Algarve.

Segundo relatado numa reportagem da CNN Portugal, a VMER do INEM mais próxima estava a 45 minutos do local e por isso foram os nadadores salvadores e outros banhistas que prestaram assistência à vítima, que sofreu uma paragem cardiorrespiratória.

Esta segunda-feira à noite, a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM) enviou um comunicado às redacções a reagir à notícia, começando por “lamentar mais esta morte” e sublinhando que “é inadmissível que as unidades de resposta capazes de providenciar cuidados médicos de emergência avançados distem entre o pedido de ajuda até à sua chegada ao local mais de sete minutos em ambiente de cidade e 14 minutos em ambiente rural”.

A associação recorda que “os cuidados médicos de emergência têm que ser prestados precocemente, e dentro de uma janela de tempo amplamente conhecida”, sendo por isso que “diversos países dispõem desta capacidade de resposta, suportada por Técnicos de Emergência Médica e Paramédicos, profissionais educados e treinados em todas as valências dos cuidados médicos de emergência, desde o básico ao avançado. É aqui que está a diferença e, é aqui que a diferença é feita”.

A ANTEM lembra que, “de uma vez por todas, é preciso assumir que o modelo em uso em Portugal está esgotado e incapaz de responder de forma adequada”.

Por outro lado, prossegue, “e desde já contrariando o INEM, IP. o Ambulância SIV não presta cuidados médicos de emergência avançados”, frisa a associação dos técnicos de emergência médica. No caso concreto do paciente em paragem cardíaca por causas desconhecidas “haveriam habilidades avançadas que em Portugal só podem lamentavelmente ser executadas por um médico. Importa apurar com exactidão o tempo de chegada da unidade de resposta SIV”.

A associação conclui salientando que “o Suporte Básico de Vida e a Desfibrilhação Automática Externa, sem a coadjuvação do Suporte Avançado de Vida, em muito poucas vezes é realmente eficaz”.


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