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Morreu aos 88 anos Francisco Pinto Balsemão

Francisco Pinto Balsemão morreu esta terça-feira

O fundador do PPD-PSD e do Grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, morreu esta terça-feira aos 88 anos.

Fundador do PPD-PSD, com Francisco Sá Carneiro e Joaquim Magalhães Mota, Francisco Pinto Balsemão exerceu as funções de ministro de Estado Adjunto do primeiro-ministro em 1980.

Após a morte de Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão passa a primeiro-ministro, entre 1981 e 1983, no VII e no VIII Governos Constitucionais.

Empresário, advogado e jornalista, fundo o Jornal Expresso e mais tarde o grupo Impresa.

A 1 de setembro de 2025, dia em que completou 88 anos, Pinto Balsemão foi condecorado pelo Presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem de Camões.

Presidente da República evoca ‘visionário, pioneiro, criativo, determinado, batalhador, democrata

Marcelo Rebelo de Sousa já se pronunciou sobre o falecimento de Francisco Pinto Balsemão, através da página oficial da Presidência da República-

«Portugal perdeu, hoje, uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos. Na política, na sociedade, na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa.

Na política, Deputado da Ala Liberal, e, nela, coautor dos projetos de revisão constitucional, lei de imprensa, lei de reunião e associação e lei de liberdade religiosas, para mudar o Portugal do final de sessenta e início de setenta.

Depois do 25 de Abril, fundador do PPD, hoje PSD, Vice-Presidente da Assembleia Constituinte, Parlamentar, Governante, Presidente do Partido e Primeiro-Ministro, durante a revisão constitucional que pôs termo ao Conselho da Revolução, com a transição para a Democracia plena, longevidade, Conselheiro de Estado.

Desde os anos 70 do século passado até ao novo século, dos políticos portugueses com efetiva projeção externa, em particular na Europa e nos EUA.

Na sociedade, integrando ou liderando causas, movimentos de opinião e instituições europeístas, euroafricanas e latino-americanas e transatlânticas.

Na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa, militando contra a censura e o exame prévio, fundando o Expresso antes do 25 de Abril, criando um novo grande grupo de comunicação social, elaborando a primeira lei de imprensa democrática, integrando o Conselho de Imprensa, lançando a SIC, revolucionando o que era a informação no final da ditadura e no início da Democracia.

Visionário, pioneiro, criativo, determinado, batalhador, democrata, social-democrata, europeísta e atlantista, esteve em quase todos os combates de meados dos anos sessenta até hoje.

Portugal não o esquece. Portugal nunca o esquecerá.»


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