Montijo

Montijo | Crime ambiental no cais do Seixalinho e sem Carnaval este ano

O executivo da Câmara Municipal do Montijo reuniu esta quarta-feira, com vários temas em destaque, entre os quais um alegado crime ambiental no cais do Seixalinho, falhas no fornecimento de energia elétrica no concelho e a decisão de não realizar o Carnaval em 2026.

O vereador do Chega, Carlos Almeida, questionou o presidente da Câmara do Montijo, Fernando Caria (Montijo com Visão e Coração), sobre a descarga ilegal de óleo numa vala próxima do Seixalinho, que consideram um “crime ambiental”.

O presidente Fernando Caria e a vereadora Céu Simões (Montijo com Visão e Coração) referiram que estão a ser feitos todos os esforços possíveis, em conjunto com as autoridades competentes, para limpar a zona e resolver a situação, já comunicada à PSP e à GNR. A vereadora acrescentou ainda que, até ao momento, não foi possível identificar o infrator nem apurar em que altura os resíduos foram ali colocados.

Segundo explicou, “pelo que foi analisado partimos do principio que ja estariam enterrados (os resíduos)” e que estes apareceram após uma mobilização dos terrenos. Até ao momento, também não foi possível identificar quem realizou essa intervenção.

Ricardo Bernardes, vereador do PS, criticou ainda o executivo por, em diversas ocasiões, referir que a gestão do PS no executivo anterior deixou vários problemas por resolver, afirmando que “efetivamente houve coisas que não correram particularmente bem no mandato passado. Por ironia das coisas, os senhores são os principais beneficiados das coisas que não correram bem ou das opções que não foram feitas do modo mais adequado, porque ganharam as eleições. Por ironia, eu eventualmente serei o principal prejudicado por essas coisas que poderam ter corrido menos bem porque perdi as eleições”.

Bernardes, questionou a presidência sobre o ponto de situação relativamente às falhas no fornecimento de energia em várias zonas do concelho. Fernando Caria explicou que a E-Redes afirma “que os problemas maiores têm acontecido nas zonas mais antigas da cidade, o caso do Afonsoeiro e no Bairro dos pescadores, que face ao aumento de energia que cada casa tem e sem as condições dos quadros elétricos que deveriam ter, porque compraram mais eletrodomésticos, ligam o ar condicionado, e faz uma sobrecarga no quadro, desliga o quadro nas suas residências, mas que afeta o PT mais próximo da área de residência onde acontecem estas falhas de energia”.

Acrescentou ainda que a E-Redes garante que a situação no Afonsoeiro foi resolvida no dia 20 de janeiro. No caso do Bairro dos Pescadores, a empresa ainda se encontra a trabalhar para resolver o problema. A E-Redes refere também que outro fator é a “existência cada vez maior dos carros elétricos que são carregados duranre a noite, e que as pessoas como não carregam nos postos que a Câmara Municipal do Montijo instalou na cidade, fazem os carregamentos nas suas casas e isso também tem sobrelotado os PTs”.

O vereador do Chega, Carlos Almeida, questionou ainda se as festas de Carnaval se iriam realizar, após ter ouvido várias pessoas a afirmar que o evento não iria acontecer.

O vereador Ilídio Massacote (Montijo com Visão e Coração) interveio para explicar que o executivo “decidiu não realizar o carnaval no presente ano por razões de responsabilidade, rigor e respeito pelo interesse público”. Acrescentou que “não existe tempo útil para preparar o carnaval com a qualidade, dignidade e dimensão que um evento desta natureza exige e que o Montijo merece. A realização apressada comprometeria a oranização, a seguranca, a qualidade artística e o impacto junto da comunidade, o que não se coaduna com os padrões de exigência que este executivo assume”.

Sublinhou ainda que a decisão resulta “de uma opção clara de gestão rigorosa dos recursos públicos. O município do Montijo enfrenta problemas estruturais prioritários, nomeadamente nas àreas de educação, de higiene urbana, de manutenção das estradas e de outros servicos essenciais à qualidade de vida dos munícipes”.

O executivo entende que “entende o executivo que os recursos financeiros disponíveis devem ser aplicados de forma responsável”. Recordou ainda que “no ano passado a realização do carnaval representou um encargo para a autarquia de cerca de 191 mil euros”.

Contudo, Ilídio Massacote afirmou que “esta decisão não representa um afastamento da cultura” e manifestou a expectativa de que, em 2027, o Carnaval volte a realizar-se no concelho.


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