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Mondego sobe, mas autarquia garante controlo total da situação

Os níveis de água no rio Mondego mantêm-se estáveis em Coimbra, apesar do mau tempo, com a autarquia a garantir uma gestão controlada dos caudais, enquanto cresce a preocupação para os próximos dias devido à previsão de chuva forte.

Os níveis de passagem de água na Ponte-Açude de Coimbra mantiveram-se, ao final da manhã deste sábado, nos 1.500 metros cúbicos por segundo, valores idênticos aos registados ao longo de sexta-feira, assegurou o município numa nota divulgada nas redes sociais.

Segundo a autarquia, a subida da água no Vale do Mondego está a ser feita de forma planeada e preventiva, no âmbito da gestão dos caudais, visando proteger pessoas, bens e infraestruturas, numa fase marcada por instabilidade meteorológica.

Apesar da situação se encontrar controlada, a maior apreensão das autoridades locais e das populações ribeirinhas centra-se no período entre a noite de domingo e os dias seguintes, face às previsões de chuva intensa. Os campos agrícolas das duas margens do Mondego estão já saturados, apresentando níveis de água superiores ao habitual.

Na margem esquerda, nos concelhos de Montemor-o-Velho e Soure, o problema agrava-se devido à incapacidade de vários cursos de água afluentes, como a Vala de Arzila e os rios Ega e Arunca, em escoarem para o Mondego. Esta situação provoca o refluxo da água, inundando terrenos agrícolas e obrigando ao corte de estradas, entre as quais a EN 341, entre a Granja do Ulmeiro e Formoselha.

Já na margem direita, a subida das águas está associada à atuação dos descarregadores do leito central do Mondego, que permitem desviar até 800 metros cúbicos de água por segundo para os campos agrícolas. Este mecanismo, essencial para a gestão dos caudais, tem resultado no alagamento de terrenos já saturados e na submersão de caminhos agrícolas e vias de comunicação.

No concelho de Montemor-o-Velho, a variante do Centro Náutico, que faz a ligação a Formoselha após a ponte sobre o Mondego, é a mais recente via cortada ao trânsito devido aos alagamentos. Mantêm-se igualmente interditas várias estradas municipais, entre as quais a EM 601 entre a Ereira e Santa Eulália, a Estrada do Campo entre Formoselha e Santo Varão, o pontão de Lavariz, a via entre Verride e Marujal e acessos agrícolas em Meãs do Campo.

As autoridades locais continuam a acompanhar a evolução da situação, apelando à prudência da população e à utilização de percursos alternativos nas zonas afetadas.


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