Moita trava o lixo eletrónico
A Moita reforça o apelo ao encaminhamento correto de equipamentos eletrónicos em fim de vida, alertando para os riscos ambientais e para a saúde pública associados ao descarte indevido destes resíduos.

A autarquia da Moita chama a atenção da população para a necessidade de reduzir os resíduos eletrónicos e de garantir que estes equipamentos são depositados nos locais adequados, numa altura em que o volume deste tipo de lixo continua a ser um desafio ambiental crescente.
Em causa estão resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos que podem conter mais de 20 tipos de componentes potencialmente perigosos, entre os quais cádmio, chumbo, óxido de chumbo, níquel e mercúrio, substâncias que podem causar danos na saúde humana e no meio ambiente quando o descarte é feito incorretamente.
A mensagem central passa por um princípio simples: consumir de forma mais responsável, prolongar a vida útil dos equipamentos e evitar substituições desnecessárias. Antes de deitar fora um aparelho, a recomendação é procurar soluções de reparação ou reutilização, travando assim o aumento destes resíduos.
No caso dos equipamentos de menor dimensão, como pequenos eletrodomésticos fora de uso, telemóveis, outros aparelhos eletrónicos, cabos elétricos, lâmpadas, pilhas, baterias de telemóveis, computadores portáteis, ferramentas elétricas sem fios, brinquedos elétricos e aparelhos domésticos, a deposição pode ser feita em contentores próprios nos Ecocentros Móveis instalados em todas as freguesias. Estes resíduos podem também ser entregues nos pontos Eletrão existentes na Piscina Municipal de Alhos Vedros e no Mercado Municipal da Moita.
Já para os grandes eletrodomésticos fora de uso, a solução passa pelo serviço de recolha ao domicílio disponibilizado pelo Eletrão, que pode ser agendado através do número 800 262 333.
Há ainda uma regra que muitos consumidores desconhecem que ganha relevância neste contexto: na compra de um novo equipamento com a mesma função, o estabelecimento comercial ou a loja ‘online’ é obrigado a receber gratuitamente o aparelho antigo. Além disso, as lojas com área superior a 400 metros quadrados têm também de aceitar gratuitamente equipamentos de pequenas dimensões, até 25 centímetros, mesmo quando o consumidor não compra um novo artigo.
A informação ganha especial importância por tocar diretamente no quotidiano das famílias. Telemóveis antigos esquecidos em gavetas, cabos acumulados em casa, lâmpadas fundidas, pequenos eletrodomésticos avariados ou baterias usadas continuam, em muitos casos, a não seguir o circuito certo. O alerta da Moita aponta, por isso, para uma mudança de hábitos com impacto prático e imediato, tanto na proteção ambiental como na prevenção de riscos para a saúde pública.
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