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Míssil que atingiu Polónia terá sido disparado pela Ucrânia e não pela Rússia

O final de tarde de terça-feira ficou marcado pela notícia de que um míssil atingiu o território da Polónia, provocando pelo menos dois mortos, naquele que foi o primeiro incidente em território da NATO desde o início da guerra na Ucrânia, a 24 de Fevereiro.

Inicialmente, pensou-se que o lançamento do projéctil – alegadamente de fabrico russo – que atingiu Przewodów, perto da fronteira da Polónia com a Ucrânia, teria sido da responsabilidade da Rússia.

Porém, Joe Biden informou a G7 e a NATO que a explosão foi causada por um míssil de defesa antiaérea ucraniana, o que levou a Rússia a elogiar o presidente norte-americano. “A reacção contida e profissional do lado dos EUA deve ser destacada”, disse à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, denunciando a “histeria” de “altos funcionários de vários países”.

“A Rússia não tem nada a ver com o incidente na Polónia”, acrescentou Peskov, alegando que terá sido causado por um sistema ucraniano de defesa antiaérea S-300.

Para adensar as dúvidas, Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, já afiançou que a Rússia terá lançado mais de 100 mísseis em direcção às principais cidades ucranianas, concretamente a infrasestruturas energéticas, insistindo que foi a Rússia a lançar o míssil que atingiu terrítório polaco.

Certo é que este incidente na Polónia aconteceu no mesmo dia em que várias cidades ucranianas, como Kyiv, Lviv e Kharkiv, foram alvo de fortes bombardeamentos.


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