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Ministro israelita anuncia criação de corredor da morte para condenados por terrorismo

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, anunciou que está em desenvolvimento um corredor da morte destinado a condenados por terrorismo. O responsável afirmou que o projeto constitui mais um passo na aplicação da nova legislação que prevê a pena capital para determinados crimes classificados como atos terroristas.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, revelou que está em curso a criação de um corredor da morte e de um centro destinado à execução de condenados por terrorismo.

Num vídeo divulgado através da plataforma Telegram, Ben Gvir afirmou estar a cumprir uma das principais promessas políticas que assumiu junto dos seus apoiantes.

“Prometi promulgar uma lei da pena de morte para terroristas. Foi cumprido. Prometi criar um centro. Está a ser implementado”, declarou o governante.

Segundo o ministro, a futura instalação contará com áreas de observação que permitirão aos familiares das vítimas assistir aos procedimentos. Ben Gvir adiantou também que será autorizado o acesso de visitantes para acompanhar o processo até à execução.

O anúncio surge depois da aprovação, em março, de uma lei que estabelece a aplicação da pena de morte a determinados palestinianos da Cisjordânia ocupada considerados culpados de ataques mortais classificados como terrorismo por tribunais militares.

De acordo com a legislação, as execuções deverão ocorrer no prazo de 90 dias após a condenação. A medida tem sido alvo de críticas por parte de organizações de direitos humanos e observadores internacionais, uma vez que não se aplica da mesma forma aos cidadãos israelitas julgados em tribunais civis.

No vídeo, Ben Gvir defendeu ainda o endurecimento das condições prisionais para os condenados por terrorismo e afirmou que o corredor da morte representa o cumprimento de mais um compromisso político.

Figura central da direita nacionalista israelita, Itamar Ben Gvir lidera o partido Otzma Yehudit (Força Judaica), uma das formações que sustentam atualmente a coligação governamental liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

As declarações surgem num momento de forte polarização política em Israel e a poucas semanas de novas eleições legislativas, marcadas para outubro, onde a segurança e o conflito israelo-palestiniano deverão voltar a dominar o debate político.


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