Ministra da Cultura sublinha legado eterno de António Chainho
A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, reagiu à morte de António Chainho, destacando que o legado do mestre da guitarra portuguesa “continuará vivo em Portugal e no mundo”.
A morte de António Chainho provocou uma reação imediata do Governo. A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, destacou publicamente a dimensão artística e cultural do guitarrista, sublinhando que a sua obra ultrapassa gerações e fronteiras.
Numa mensagem publicada na rede social X, a governante afirmou que “a Cultura portuguesa despede-se de António Chainho, mestre da guitarra portuguesa e da nossa música”, acrescentando que o seu legado artístico “continuará vivo em Portugal e no mundo”. Uma declaração que reflete o reconhecimento institucional de um percurso ímpar na música nacional.
António Chainho morreu esta segunda-feira, em casa, em Alfragide, no dia em que completava 88 anos, segundo confirmou o seu agente artístico à agência lusa. A coincidência da data reforça o simbolismo do desaparecimento de uma figura central da cultura portuguesa contemporânea.
Considerado pela crítica internacional como o “mestre da guitarra portuguesa”, Chainho encerrou uma carreira com mais de 60 anos em setembro de 2024. O seu último álbum, O Abraço da Guitarra, foi assumidamente um trabalho de despedida, no qual homenageou os músicos que marcaram o seu percurso artístico.
Nascido a 27 de janeiro de 1938, em São Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, iniciou-se no meio fadista na década de 1960, afirmando-se como um dos principais responsáveis pela projeção internacional da guitarra portuguesa.
Ao longo da carreira, editou sete álbuns em nome próprio e um DVD, Ao vivo no CCB, e partilhou interpretações com nomes consagrados da música portuguesa e internacional, entre os quais Gal Costa, Fafá de Belém, José Carreras, Rui Veloso, Paulo de Carvalho e Adriana Calcanhotto.
Para além do reconhecimento artístico, António Chainho deixou um contributo estrutural na formação de novos instrumentistas. Desde o final da década de 1970 defendeu a criação de um ensino formal da guitarra portuguesa, projeto que viria a concretizar-se no Museu do Fado, em Lisboa, e com a fundação da Escola António Chainho, em Santiago do Cacém, em 2005.
O reconhecimento do Estado chegou em 2022, quando o músico foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, distinção que confirmou o impacto duradouro da sua obra na cultura nacional.
As palavras da ministra da Cultura reforçam o consenso em torno de António Chainho: a sua morte encerra uma vida, mas não apaga uma herança artística que continuará a marcar a música portuguesa.
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