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Ministra culpa Almada por crise de água… Seixal intervém

Almada enfrenta crítica da Ministra do Ambiente por crise de água; Seixal intervém temporariamente. Saiba mais sobre a situação.

A crise de abastecimento de água em Almada atingiu um novo patamar de tensão, com a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, a apontar diretamente o dedo à Câmara Municipal de Almada e aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS). Em declarações recentes, a ministra responsabilizou estas entidades pela situação precária, sublinhando a falta de investimento como uma das principais causas.

O panorama em Almada é preocupante, com relatórios da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) a indicarem perdas de água nas condutas que chegam a 35%, um número alarmante quando comparado com a média nacional de 26%. Segundo a ministra, esta discrepância é um reflexo do investimento insuficiente na infraestrutura de abastecimento.

As relações tensas entre Almada e o município vizinho do Seixal complicaram ainda mais a situação. Em agosto do ano passado, um furo de água colapsou, e a falta de cooperação entre os dois municípios impediu uma recuperação eficaz. No entanto, o Seixal cedeu temporariamente um furo para aumentar o abastecimento de água em Almada, numa tentativa de mitigar a crise.

Investimento e Cooperação: Chaves para a Solução

A ministra sublinhou a necessidade urgente de renovar as infraestruturas e melhorar as relações intermunicipais para evitar futuros colapsos. “O que se passou durante vários anos, e isso é óbvio nos relatórios da ERSAR, é que a quantidade de perdas é elevada, mais elevada que a média nacional”, afirmou, criticando a falta de ação das autoridades locais.

A Assembleia Municipal de Almada está agora a discutir uma moção de censura ao executivo, uma medida que pode ter repercussões significativas na gestão futura do abastecimento de água. Com a situação a prometer evolução nas próximas semanas, resta saber se os esforços de cooperação e investimento serão suficientes para resolver a crise de forma sustentável.


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