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Militares salvam Ereira das águas furiosas

As Forças Armadas retiraram 427 pessoas da freguesia de Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho, após as cheias que isolaram a localidade, numa das maiores operações de apoio às populações dos últimos dias.

A resposta das Forças Armadas às cheias que atingiram o Centro do país ganhou nova dimensão esta terça-feira, com a retirada de 427 habitantes de Ereira, freguesia do concelho de Montemor-o-Velho, que ficou isolada devido à subida das águas. A operação integrou a missão “Intempéries” e envolveu meios anfíbios no transporte das populações para zonas seguras.

Segundo o Estado-Maior-General das Forças Armadas, foram ainda deslocadas 192 pessoas em articulação com entidades locais, sobretudo no distrito de Coimbra, onde o avanço das águas obrigou a uma intervenção célere para garantir proteção e assistência.

Até às 18h00, estavam empenhados 2.652 militares, apoiados por 323 viaturas, 27 máquinas de engenharia, 63 embarcações e nove meios aéreos, num dispositivo de grande escala destinado a mitigar os efeitos do mau tempo que tem afetado várias regiões do país.

Além das evacuações, os militares prestaram apoio psicológico a 21 pessoas na Marinha Grande, distribuíram 32 refeições em Leiria e realizaram 22 intervenções em habitações, incluindo colocação de lonas e reparação de coberturas danificadas por ventos fortes e precipitação intensa.

No plano logístico, foram asseguradas 27 toneladas de transporte de carga, com destino principal a Pedrógão Grande e Alcácer do Sal. No terreno, as equipas abriram sete quilómetros de vias em Ferreira do Zêzere e na Marinha Grande e removeram 18 toneladas de escombros na Marinha Grande, Alcácer do Sal e Leiria.

As ações incluíram ainda 63 operações de apoio a geradores, reconhecimento de três quilómetros de infraestruturas elétricas, 76 patrulhas que percorreram 5.421 quilómetros, dois voos de reconhecimento aéreo e inspeção de 160 quilómetros em áreas afetadas.

Desde o início da operação, o balanço acumulado aponta para 43.792 militares mobilizados, 5.381 viaturas empenhadas, 396 máquinas de engenharia, 863 meios anfíbios e 37 missões aéreas, que totalizam 92 horas de voo.

O mau tempo associado às depressões Kristin, Leonardo e Marta provocou 16 mortos em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados. Entre os danos registados contam-se habitações e empresas parcialmente ou totalmente destruídas, queda de árvores e estruturas, encerramento de estradas, escolas e transportes públicos, bem como cortes no fornecimento de energia, água e comunicações.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. Embora a situação de calamidade que abrangia 68 concelhos tenha terminado no domingo, os trabalhos de recuperação e assistência às populações mantêm-se no terreno.


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