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Militares podem sair às ruas em protesto

Polícias, guardas prisionais, bombeiros, sapadores e agora militares das forças armadas, ameaçam sair em protesto às ruas, em causa estão os aumentos do suplemento de missão atribuídos aos da PJ.

O país está em estado amarelo em todas as vertentes, primeiro foram os polícias, a seguir os guardas prisionais, até os bombeiros, sapadores protestaram e agora é a vez das forças armadas mostrarem que estão atentas ao que se está a passar com os subsídios e suplementos de missão atribuídos à Polícia Judiciária.

Os militares fizeram saber que caso os polícias receberem aumentos semelhantes aos da PJ, que estão dispostos a protestar nas ruas do país.

O descontentamento é geral em todos os aquartelamentos e dizem que podem lutar em protesto logo depois das eleições de 10 de março de 2024.

Ministra da Defesa diz ser inaceitável o protesto dos militares

Para a atual ministra da Defesa, Helena Carreiras, é “inaceitável num Estado de direito democrático os militares manifestarem-se nas ruas”, defendendo ainda que “quem defende o país, não pode colocar insegurança e desestabilização num estado de direito”.

A ministra, que se encontra na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, não ficou agradada com a ideia dos militares se manifestarem nas ruas, a posição da governante surgiu depois do anúncio das associações representativas dos oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas, admitirem esta sexta-feira que pode vir protestos para a rua se o próximo Governo decidir dar os suplementos reclamados pelas forças de segurança, nomeadamente PSP e GNR.

Para as associações, o Governo deverá ter uma “atenção especial” aos militares das Forças Armadas. Para a governante é importante continuar o trabalho de “valorização de carreira militar e investir mais na defesa, sobretudo nesta altura que a guerra voltou à Europa”.

Destacou ainda os “aumentos salariais (segundo o INE, a variação do salário médio líquido mensal foi de 8,76% de 2022 para 2023)” e o aumento da componente fixa do suplemento da condição militar que passou de 30 para 100 euros mensais, com retroativos a janeiro de 2023, acrescentou que foram tomadas outras medidas como a valorização profissional.

Helena Carreiras avançou ainda que a Defesa é um tema importante que tem que ser repensado nesta altura e de todos estarem mais atentos.


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