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Militar da GNR morre após lancha suspeita abalroar patrulha no Guadiana

Um militar da Guarda Nacional Republicana morreu e três ficaram feridos quando a embarcação onde seguiam foi abalroada por uma lancha suspeita, no rio Guadiana, junto a Alcoutim.

Operação da GNR termina em tragédia no Guadiana

Um militar da Unidade de Controlo Costeiro da GNR morreu e três colegas ficaram feridos na noite de segunda-feira, no rio Guadiana, após a embarcação de patrulha ter sido abalroada por uma lancha rápida suspeita de envolvimento em atividades ilícitas.

O incidente ocorreu por volta das 23h15, no rio Guadiana, perto de Alcoutim, durante uma ação de vigilância destinada a monitorizar o tráfego fluvial e combater o contrabando na fronteira com Espanha.

A patrulha da GNR detetou uma lancha de alta velocidade a deslocar-se de forma irregular no rio, o que levou à tentativa de abordagem. Segundo fonte da GNR citada pela TSF, a lancha abalroou deliberadamente a embarcação oficial, provocando o acidente fatal. Os operacionais prestaram assistência à vítima no local, mas a mesma acabou por não resistir aos ferimentos. Por outro lado, três militares sofreram lesões ligeiras, um deles com fratura num braço.

Reação oficial da Guarda Nacional Republicana

Pouco depois do embate, as autoridades localizaram uma embarcação a arder a cerca de duas milhas do local, na margem portuguesa do Guadiana. A lancha apresentava características semelhantes às utilizadas em redes de narcotráfico, mas, até ao momento, não há confirmação oficial de que estivesse diretamente envolvida no transporte de droga. A Polícia Judiciária assumiu a investigação para determinar a origem e a atividade da embarcação.

A GNR lamentou publicamente a morte do militar e apresentou condolências à família, assegurando apoio psicológico aos colegas envolvidos. Em comunicado, a força destacou “a coragem e o profissionalismo dos militares que todos os dias arriscam a vida na defesa das fronteiras nacionais”. O ministro da Administração Interna manifestou igualmente pesar pelo ocorrido e garantiu o reforço das condições de segurança nas operações de vigilância fluvial.

O rio Guadiana, que separa Portugal e Espanha ao longo de dezenas de quilómetros, é uma rota conhecida para o contrabando e o tráfico de droga proveniente do Norte de África. As autoridades portuguesas e espanholas têm intensificado as operações conjuntas de vigilância, mas continuam a registar-se incidentes com embarcações de alta velocidade que tentam escapar à fiscalização.


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