O ex-adjunto da antiga ministra da Justiça do Governo PS, Catarina Sarmento e Castro, Paulo Abreu dos Santos, está no centro de um caso chocante de crimes sexuais envolvendo menores. Acusado pelo Ministério Público de 7.986 crimes, a lista inclui a produção de quase 900 imagens de um rapaz de 10 anos, captadas num templo religioso, parte das quais resultaram em acusações de abuso sexual.
A maioria dos restantes crimes, num total de 7.095, estão relacionados com posse e partilha de conteúdos de pornografia infantil, envolvendo diversas crianças, conforme detalhes da acusação. A investigação da Polícia Judiciária, que começou em 2024, foi desencadeada por um alerta das autoridades norte-americanas, após detectarem a participação do advogado em chats dedicados à partilha de conteúdos pedófilos.
Paulo Abreu dos Santos foi detido em flagrante na sua residência em dezembro de 2025, onde foram encontradas mais de oito mil imagens e vídeos de pornografia infantil. O advogado Manuel Teixeira passou a representá-lo após a renúncia do primeiro advogado, Marco Antão, que deixou o caso por “objeção de consciência”, pouco antes das férias judiciais de Natal de 2025.
Este caso lança um alerta sobre a gravidade dos crimes sexuais contra menores em Portugal, destacando a necessidade de uma vigilância contínua e rigorosa por parte das autoridades competentes. O impacto local é significativo, reforçando a urgência de medidas preventivas e apoio às vítimas.
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