
A cidade de Almada continua em choque com o desaparecimento de Carolina Torres, conhecida como “Noori”, de 18 anos, vista pela última vez no dia 9 de outubro, na Praça São João Baptista, no coração do concelho. O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos depois de a mãe, Cristiana Gaspar, ter revelado em direto no programa Júlia, da SIC, a última mensagem enviada pela filha momentos antes de desaparecer: “Mãe, vem-me ajudar porque…”. A frase ficou abruptamente interrompida e nunca mais houve qualquer contacto.
Segundo relatado pela mãe, Carolina vivia uma fase de forte instabilidade emocional, associada a conflitos familiares prolongados. Cristiana admitiu que a jovem chegou a viver na rua após um “ultimato” dado pelo pai e que já tinha sido internada no hospital depois de mensagens que indicavam intenção de se magoar. Esses episódios, segundo a mãe, foram alarmantes e reforçam o medo de que Carolina esteja vulnerável e incapaz de se proteger.
Durante a entrevista no programa Júlia, Cristiana Gaspar emocionou-se ao relatar o sentimento de impotência, lamentando também as críticas que tem recebido nas redes sociais. Explicou que a sua aparente “frieza” é apenas um mecanismo de defesa: “Há quem diga que sou fria porque não choro na televisão, mas não imaginam o esforço que é manter-me de pé para conseguir procurar a minha filha.”
A comunidade de Almada permanece profundamente mobilizada. A jovem era conhecida na zona e vários moradores dizem ter ficado perturbados ao saber que uma rapariga que circulava diariamente pelo centro da cidade possa ter desaparecido sem deixar rasto.
As autoridades foram alertadas assim que a família percebeu que a mensagem interrompida não tinha continuidade e que Carolina não atendia o telemóvel. Desde então, não existe qualquer registo de movimentos, chamadas, mensagens ou avistamentos confirmados.
A mãe insiste na esperança de que Carolina se encontre viva, mas admite sentir uma angústia constante e um medo que “fere por dentro todos os minutos”. O desaparecimento ocorre no local onde a jovem vivia e circulava, aumentando a perplexidade e a sensação de insegurança entre os residentes.
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