Menos sardinha na Costa Vicentina faz disparar os preços
Pescadores da Costa Vicentina enfrentam queda nas capturas de sardinha, mas preços elevados compensam perdas.
As capturas de sardinha pelos pescadores da Costa Vicentina têm registado uma diminuição significativa em relação ao esperado, uma situação que poderá estar ligada a alterações climáticas e ao aquecimento das águas, que terá afastado a espécie para outras regiões. Apesar da escassez, a qualidade das sardinhas capturadas tem permitido preços elevados na lota, com valores a variar entre 1,40 euros e 2,00 euros por quilo, superando os preços de 2025.
Manuel Cardoso, dirigente da cooperativa Sesibal, que representa pescadores de Setúbal, Sesimbra e Sines, explicou recentemente ao jornal Sem Mais, que as oito embarcações envolvidas, com cerca de 130 pescadores, têm compensado a menor captura de sardinha com pescarias de cavala, carapau e besugo. Estas espécies estão a ser destinadas ao mercado fresco, mas com a descida das temperaturas, a pesca poderá virar-se para as conserveiras.
A cavala, particularmente abundante nas águas do distrito, é essencial para a indústria conserveira e para fábricas de ração de peixe no sul de Espanha, contribuindo para a manutenção das receitas dos pescadores, especialmente quando os preços da sardinha são baixos.
Para 2026, o Estado fixou uma quota nacional de 33.446 toneladas de sardinha. De acordo com Manuel Cardoso, ainda há margem para capturar mais sem atingir o limite, permitindo que a pesca continue até ao final do ano, se as condições do mar assim o permitirem.
Esta situação desafia os pescadores da Costa Vicentina a adaptarem-se às mudanças, explorando novas oportunidades de mercado e ajustando as suas práticas para garantir sustentabilidade e rentabilidade no setor.
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