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Menos dinheiro, mais decisões: Alcácer do Sal fecha orçamento de 52,5 milhões

Com menos 7,2 milhões de euros do que este ano, Alcácer do Sal aprovou o orçamento para 2026, assumido como um documento de transição que define prioridades, limita investimentos e promete mudanças no concelho.

A Assembleia Municipal de Alcácer do Sal aprovou o orçamento do município para 2026, fixado em 52,5 milhões de euros, num cenário marcado por uma redução significativa da verba disponível face a 2025. O documento passou por maioria, numa votação que expôs diferenças políticas, mas garantiu viabilização ao executivo liderado pelo PS.

A proposta foi aprovada com 13 votos favoráveis dos eleitos socialistas, enquanto a CDU optou pela abstenção e o Chega votou contra. O orçamento já tinha recebido luz verde na Câmara Municipal no passado dia 10, com a mesma correlação de forças políticas.

A autarquia, presidida por Clarisse Campos, que cumpre o seu primeiro mandato, classifica este orçamento como um documento de transição, que assume compromissos herdados de executivos anteriores, mas que já permite iniciar uma nova orientação política e administrativa no concelho.

Segundo o município, 78% do orçamento destina se a despesas correntes, restando apenas 22% para investimento, um dado que condiciona a capacidade de intervenção, mas que o executivo considera inevitável para garantir estabilidade financeira e continuidade institucional.

Apesar das limitações, o orçamento aponta para intervenções consideradas prioritárias, com destaque para a requalificação da Rua Direita, do Mercado Municipal de Alcácer do Sal e respetivas zonas envolventes. Estão também previstas obras na Escola Básica Bernardim Ribeiro, no Parque Desportivo de Alcácer do Sal e no Parque de Feiras do Torrão.

O documento contempla ainda verbas para intervenções urgentes em edifícios municipais em avançado estado de degradação, incluindo os Paços do Concelho, a Abegoaria e o Pavilhão Municipal de Desportos, onde se registam problemas graves de infiltrações. Estão igualmente previstas reabilitações no Pavilhão Desportivo Municipal, no Parque de Campismo e nas Piscinas Municipais.

Entre as novidades anunciadas para 2026 está o regresso da Feira Quinhentista à freguesia do Torrão, iniciativa que pretende reforçar a dinâmica cultural e turística do interior do concelho.

No plano fiscal, o executivo optou por manter o IMI no mínimo legal de 0,30%, assim como a participação municipal no IRS em 4%, abaixo do máximo permitido. A derrama sobre o IRC mantém se nos 1%, repetindo o valor aplicado em 2025.

Para o executivo municipal, este orçamento abre caminho às transformações que se pretendem concretizar ao longo do mandato, apostando numa governação mais próxima, eficiente e transparente, apesar dos constrangimentos financeiros.


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