O Secretário-Geral do Sindicato Independente dos Médicos, Jorge Roque da Cunha, assina um comunicado no qual refere que «hoje, dia 9 de julho de 2019, os sindicatos médicos comunicaram à Ministra da Saúde que não estão dispostos a continuarem a dar balões de oxigénio a este Ministério com a sua participação em rondas negociais em que, da parte da tutela e quem nela manda, a resposta é antecipadamente conhecida.»
No comunicado pode ainda ler-se que «os Sindicatos Médicos têm feito tudo desde o início desta legislatura para dialogar com o Ministério da Saúde e o Governo, para preservar a paz social, para não prejudicarem em demasia os doentes apesar da inevitabilidade de pugnarem pela melhoria das condições de trabalho dos médicos portugueses e pela preservação da qualidade do SNS.
O Governo da República e o Ministério da Saúde tudo têm feito para simularem negociações. Com a agravante da atitude ostensiva e reiteradamente desrespeitosa demonstrada pela atual titular em declarações e entrevistas à comunicação social.
Das mais de 30 questões que os sindicatos têm colocado à discussão, para negociação e aplicação a curto, médio e longo prazo, umas de modo imediato e a maioria de modo faseado, todas elas constantes dos pré-aviso de greve sindical, temos dificuldade em encontrar os que foram completamente resolvidos.
Esta postura do Governo da República e do Ministério da Saúde não é honesta.
Esta postura desrespeita os médicos e os doentes portugueses, e os Sindicatos Médicos não podem continuar a pactuar com simulacros e manobras publicitárias de pré-campanha eleitoral.»
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