Alcácer do Sal
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Medicamentos à vista: Alcácer abre farmácia provisória

Uma farmácia provisória em Alcácer do Sal deverá começar a funcionar esta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, após as duas farmácias da cidade terem encerrado por danos causados pelas cheias.

A solução temporária para garantir o acesso a medicamentos em Alcácer do Sal arranca hoje, com a abertura de uma farmácia provisória associada à Santa Casa da Misericórdia local. O espaço vai funcionar num edifício situado numa zona alta da cidade, numa tentativa de manter o serviço fora das áreas mais vulneráveis às inundações.

A presidente da Câmara Municipal, Clarisse Campos, explicou que a medida pretende devolver uma resposta mínima à população, numa altura em que ambas as farmácias existentes na cidade ficaram inundadas e permanecem encerradas há cerca de uma semana. As alternativas mais próximas, segundo a autarca, ficam no Torrão, em Águas de Moura (Palmela) e em Grândola.

Enquanto a reabertura local não era possível, o município, em articulação com o centro de saúde, assegura a recolha de medicamentos noutras farmácias e a sua entrega aos utentes, num apoio que, disse a autarca, tem abrangido praticamente toda a população.

A abertura da farmácia provisória esteve dependente de autorização do Infarmed. Clarisse Campos referiu ter pedido à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, durante uma visita ao concelho, que o processo fosse agilizado, defendendo que a normalidade no acesso a medicamentos é essencial num período de instabilidade.

No terreno, a situação mantém-se delicada. A Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada esta manhã, devido à subida do caudal do rio Sado. A autarca explicou que a subida resultou da coincidência entre o pico da maré cheia, registado às 11h30, e as descargas das barragens motivadas pela chuva.

O episódio em Alcácer do Sal surge num contexto mais amplo de mau tempo no país. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, com centenas de feridos e desalojados, além de múltiplos danos materiais e cortes de serviços essenciais. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são apontadas como as mais afetadas.

Entretanto, o Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


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