Maus tratos e tentativa de afogamento de cão na Alta de Lisboa continuam a gerar reações
Maus tratos a animais na Alta de Lisboa por menores causam polémica

A tentativa de afogamento e agressão a um cão por um menor, na Alta de Lisboa, na sexta-feira, conforme o Diário do Distrito noticiou, continua a motivar reações em partidos políticos e associações de defesa de animais, depois de ter sido divulgado um vídeo captado por residentes na zona, tendo sido resgatado por moradores.
O IRA – Intervenção e Resgate Animal demonstrou o seu repúdio nas redes sociais. «40 minutos. Foi quanto durou o pesadelo para este cachorro ainda bebé, que às mãos de uma criança e à vista de todos tentou afogá-lo várias vezes. Preso por uma trela, era agredido e submerso à força.
Várias testemunhas afirmam que estes episódios de violência, por parte da criança, são recorrentes e atingem outros animais presentes naquela freguesia. O vídeo é demasiado chocante e ferve o sangue de qualquer ser humano que se preze.
O que retemos deste episódio criminoso? A educação para o bem-estar animal (inexistente) nas escolas é urgente;
Várias pessoas ali presentes demoraram 40 minutos a salvar o cão; Uma criança que manifesta comportamentos de crueldade contra animais precisa de uma intervenção séria por parte da família, da escola e das entidades competentes. Ignorar estes sinais é permitir que o problema se agrave; A proteção dos animais é uma responsabilidade de toda a sociedade.
Agora fica uma pergunta inevitável: Se ninguém tivesse tido coragem de agir… quanto tempo mais teria aquele bebé sobrevivido?
A crueldade não pode ser banalizada, nem relativizada por causa da idade de quem a pratica. Sempre que existam maus-tratos a animais, devem ser acionadas de imediato as autoridades competentes para proteger a vítima e assegurar que a situação é devidamente acompanhada.
Porque um animal não pode pedir ajuda. Depende apenas de quem tenha coragem para a dar.»
Inês de Sousa Real, deputada eleita do PAN – Pessoas, Animais, Natureza, refere ter o partido recebido «muitas mensagens deste caso que está a causar forte indignação social», acrescentando que «olhamos para este caso com particular gravidade, porque há relatos de vizinhança que os mesmos jovens terão já agredido vários animais, e alegadamente morto patos do lago do jardim, terão pegado fogo a pequenas aves e a outros pequenos animais, como répteis».
A deputada congratula-se por o animal estar vivo, «após ter sido salvo por uma das vizinhas que não ficou indiferente, e levou o menor à esquadra para ser identificado» e relembra que «este passo é fundamental, porque existe uma lei tutelar educativa que prevê que se tratando de um facto praticado por um menor que constitua crime, podem ser aplicadas várias medidas que vão desde a admoestação, à formação obrigatória ou até mesmo o acompanhamento educativo.
Já para crimes em que a pena seja igual ou superior a cinco anos, podem ainda ser sujeitos a internamento», o que não é o caso porque o animal sobreviveu.
Relativamente ao trabalho das autoridades, a deputada espera que «as autoridades levem este caso a sério para que não possamos ter, no futuro, jovens completamente dessensibilizados quer contra os animais, quer também, com este tipo de violência, a escalar para as pessoas.»
Por fim, Inês Sousa Real esclarece que o PAN irá «reforçar a denúncia, pedido as medidas tutelares educativas, porque os maus tratos contra animais não pode ficar impunes no nosso país,
O CHEGA, na sequência deste caso, refere que «Quem é capaz de torturar, abandonar ou infligir sofrimento a um animal não pode voltar a ter a oportunidade de o fazer. As condenações não podem ficar no papel, é necessário garantir a proteção dos animais.»
E relembra que o Grupo Parlamentar do Chega apresentou a 29 de junho o Projecto Lei n.698/XVII/1ª de ‘Criação do Registo Nacional de Condenados por Maus-Tratos a Animais’.
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