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Mau tempo: Autoridades mantêm vigilância às descargas das barragens em Alcácer do Sal

O caudal do rio Sado em Alcácer do Sal estabilizou nos últimos dias, após um período marcado por cheias, mas as autoridades continuam atentas às descargas das barragens que alimentam o curso de água, revelou a Proteção Civil.

Em declarações à Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, indicou que se mantém a monitorização das barragens para “precaver que não volte a acontecer o mesmo”.

“Temos uma estabilização do caudal, apesar das oscilações das marés, mas continuamos a trabalhar com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o município para precavermos qualquer fenómeno meteorológico que venha a ocorrer nos próximos dias”, explicou.

Durante a tarde de hoje realiza-se, em Alcácer do Sal, uma reunião entre a Proteção Civil, a APA e o município para articular os períodos de descarga das barragens para o Rio Sado, conciliando-os com os ciclos das marés.

As autoridades receiam que um novo episódio de precipitação intensa, aliado aos solos saturados e às barragens próximas das cotas máximas, possa voltar a concentrar elevados caudais no rio.

No domingo, a Barragem do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, distrito de Beja,  iniciou descargas para o Rio Sado, embora, para já, em volumes considerados reduzidos. Trata-se da oitava barragem a descarregar para o Sado, juntando-se às de Barragem de Vale do Gaio, Barragem do Pego do Altar, Barragem de Odivelas, Barragem de Campilhas, Barragem do Alvito, Barragem de Fonte Serne e Barragem do Roxo.

No terreno, continuam as operações de limpeza, com o apoio das Forças Armadas, para remoção de lamas, resíduos e detritos deixados pelas cheias. Apesar de já não existirem zonas inundadas, mantêm-se algumas estradas submersas, mas já acessíveis através de veículos dos bombeiros.

A marginal e a Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, deixaram de estar inundadas na passada sexta-feira, mais de duas semanas após a primeira inundação.

A nível nacional, 16 pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram ainda centenas de feridos e desalojados. Entre os principais impactos registaram-se a destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos, quedas de árvores e estruturas, cortes de estradas, encerramento de escolas e serviços de transporte, falhas de energia, água e comunicações, além de inundações e cheias.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. A situação de calamidade, que abrangia 68 concelhos, terminou no domingo.

*Com Lusa


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