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Luna Trindade: a voz da Margem Sul que quer viver da música

Concorrente do programa da RTP apresentado por Catarina Furtado, Luna leva ao palco nacional a força das raízes de Almada, a intensidade das suas composições e o sonho de viver exclusivamente da música.

Aos 18 anos, natural de Almada e com raízes profundamente ligadas à Margem Sul, Luna Trindade está a dar os primeiros passos de visibilidade nacional no palco do “The Voice Portugal”, programa da RTP conduzido por Catarina Furtado. A jovem artista, que vive a música como destino e não apenas como vontade, falou ao Diário do Distrito sobre o processo que a levou ao palco das Provas Cegas, o peso das origens e os sonhos que carrega consigo.

Desde pequena, Luna soube que a música seria para sempre. A mãe foi vocalista da banda Álibi e, em casa, cresceu rodeada de referências que a marcaram, desde Björk à estética mais alternativa que hoje define o seu próprio universo artístico. Toca guitarra – a mesma que foi da mãe – e também piano. Compõe desde os 12 anos, num registo pop/rock alternativo, com temas originais que já revelam maturidade e identidade próprias.

“O que me motivou a inscrever no The Voice foi simplesmente o facto de querer viver da música”, confessa. “Sempre fui apaixonada por cantar desde pequena e sempre afirmei que a música teria de estar presente na minha vida.”

A concorrente partilha que não foi uma decisão impulsiva – foi um sonho antigo que, este ano, ganhou coragem para se transformar em ação. Sempre acompanhou o programa e imaginou-se naquele palco. Decidiu arriscar porque sentia que este podia ser o primeiro grande passo.

‘Chegar às Provas Cegas já é uma vitória’

O ambiente do palco, as luzes, os mentores e o silêncio expectante antes de cantar tornam aquele momento único — e Luna sabe disso.

“É uma sensação inesquecível. Mesmo não tendo certezas se passo à próxima fase, fico muito feliz a fazer aquilo que mais gosto e desfruto cada momento em cima do palco.”

A jovem descreve o respeito que tem pelos mentores como algo enorme. “É uma honra cantar perante cinco grandes referências da música portuguesa.” Para si, o objetivo principal não é a técnica. É a alma. É o sentimento. É chegar a quem a ouve pela primeira vez e fazer sentir. “Já estar ali é uma vitória”, acrescenta.

As raízes da Margem Sul e a influência de Almada

Luna nasceu e vive em Almada, cresceu entre paisagens que misturam o rio, a cidade e as comunidades criativas que sempre fizeram parte da Margem Sul. E isso sente-se – faz parte da sua identidade artística.

“Setúbal é o distrito onde vários grandes nomes da música portuguesa nasceram e sendo de Almada não tem como não ser influenciada pela música que aqui se produziu e se produz.”

Refere Da Weasel como uma referência incontornável que a marcou, mesmo fora do seu género musical, pela autenticidade e pela força identitária que representam para a região.

Referências que moldam uma artista em construção

Luna assume-se como uma artista que consome muito para criar a partir daí. “Guardo em mim um pouco de cada artista que alguma vez ouvi”, afirma. Mas três nomes mudaram tudo: Maro, Milhanas e Billie Eilish.

“Ensinam-me que não basta apenas cantar bem. O sentimento que se transmite tem igual ou maior importância que tudo o resto.”

O que o The Voice lhe trouxe até agora

Desde que entrou para o programa, Luna sente-se mais artista, mais humana e mais consciente da diversidade musical que existe no país.

“Aprendi que todos temos maneiras diferentes de expressar a música, todas igualmente bonitas e valiosas.”

Conviver com outros concorrentes, partilhar experiências, entender o processo criativo alheio e próprio — para Luna, cada momento tem sido um degrau.

O futuro que quer construir

O “The Voice Portugal” pode ser o início, mas Luna sabe que é apenas uma parte de um caminho maior. “A música é a minha maior paixão e depois do programa continuarei a cantar e a compor.” Quer lançar música autoral, quer pisar palcos, quer tocar pessoas.

“O meu objetivo é que as pessoas se identifiquem com a minha música e que possa inspirar quem a ouve.”

Para além da música, Luna vive as artes em múltiplas dimensões. Estudou Ourivesaria e cria anéis com o pai, joalheiro. A ligação às artes, ao desporto e à criação livre completa o retrato de uma jovem artista multifacetada.

Margem Sul ao palco nacional

O país conhece agora Luna Trindade, mas a Margem Sul já a conhecia – a menina que compunha em casa, que cuidava da sua guitarra, que sonhava com palcos e que agora, diante de milhões, começa a realizar o destino que sempre afirmou.

O The Voice pode ser apenas o começo – mas o brilho, a identidade e a força que traz para o palco já contam a história de uma artista que quer ficar. E que tem tudo para isso.


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