A fratura interna no Chega voltou a ficar exposta em Lisboa e desta vez com pressão direta sobre um dos rostos do partido na capital. Rita Matias e Manuel Matias defenderam a demissão de Bruno Mascarenhas, vereador do Chega na Câmara Municipal de Lisboa, aprofundando uma crise que já vinha a crescer dentro da estrutura local.
No centro da polémica está o caso que envolve Mafalda Livermore, namorada do autarca, alegadamente ligada ao arrendamento de casas clandestinas a imigrantes. O caso ganhou novo peso político depois de Livermore ter sido exonerada dos serviços sociais da autarquia, abrindo uma frente de contestação pública dentro do próprio partido.
Rita Matias assumiu uma posição clara e exigiu responsabilidades políticas. A deputada defendeu que Bruno Mascarenhas deve abandonar o cargo, sublinhando que não deve permanecer no partido quem esteja a prejudicar a sua imagem ou a afastar-se dos princípios que diz defender.
Também Manuel Matias, antigo candidato à Câmara de Odemira, endureceu o discurso. Numa publicação nas redes sociais, aconselhou o vereador a apresentar a demissão e a sair do Chega. Disse sentir vergonha pela situação e pediu desculpa aos portugueses em nome de militantes do partido, num sinal de rutura pouco habitual e politicamente relevante.
A polémica rebenta numa altura de forte tensão na estrutura do Chega em Lisboa. Nos últimos tempos, várias nomeações para o gabinete do partido na autarquia tinham já provocado mal-estar interno e críticas entre dirigentes e eleitos.
Um dos episódios mais sensíveis foi a saída de Ana Simões Silva do grupo municipal do Chega, exercendo funções como independente. A decisão foi lida como mais um sinal de instabilidade num núcleo político já marcado por divisões.
Entre as escolhas mais contestadas está a nomeação de Sofia Borges Neves, prima de Bruno Mascarenhas, para responsável pelas redes sociais do gabinete. A decisão gerou desconforto interno e aumentou a pressão sobre o vereador, numa fase onde o partido enfrenta desgaste político visível na capital.
O caso deixa o Chega debaixo de forte escrutínio em Lisboa e torna ainda mais evidente a erosão interna numa estrutura que enfrenta agora críticas públicas vindas de dentro. A sucessão de polémicas, exonerações e afastamentos coloca Bruno Mascarenhas no centro de uma tempestade política que ameaça aprofundar ainda mais a divisão no partido.
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