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Linhas da Volkswagen Autoeuropa não arrancam no início da greve geral

Greve geral paralisa produção na fábrica de Palmela, com alta adesão dos trabalhadores.

Impacto imediato da greve geral na Volkswagen Autoeuropa

As linhas de produção da fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, não arrancaram no primeiro turno do dia 11 de dezembro, devido à forte adesão dos trabalhadores à greve geral convocada através da CGTP e UGT contra as alterações ao Código do Trabalho propostas pelo Governo.

No arranque do primeiro turno, as linhas de produção da Autoeuropa ficaram paradas, confirmou Rogério Nogueira, coordenador da Comissão de Trabalhadores da fábrica. A adesão dos operários foi descrita como elevada, levando à impossibilidade de iniciar o trabalho habitual, que em condições normais contaria com cerca de 900 trabalhadores a entrar no turno noturno.

O protesto insere‑se então na paralisação nacional convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT, que tem como objetivo contestar várias alterações incluídas numa proposta de revisão do Código do Trabalho pelo Governo, incluindo alargamento de serviços mínimos, facilitação de despedimentos e mudanças nas regras de contrato a prazo e banco de horas.

Reivindicações e contexto laboral

A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa divulgou que apoia e adere à greve geral, apelando a uma participação massiva dos trabalhadores como resposta às medidas que consideram um ataque aos direitos laborais conquistados ao longo de décadas.

Entre as críticas apontadas ao pacote laboral estão a facilitação de despedimentos, maior precariedade, aumento da desregulação dos horários e redução de direitos parentais, pontos que sindicatos dizem poder afetar igualmente os trabalhadores do maior empregador industrial em Portugal.

Papel na economia portuguesa

A Volkswagen Autoeuropa mantém‑se como um dos pilares da indústria automóvel portuguesa e um motor da economia nacional. A fábrica produziu mais de 236 mil veículos em 2024, exportando a esmagadora maioria para mercados europeus. Além disso, também emprega cerca de 4.800 trabalhadores, sendo assim uma das principais exportadoras do país.

Portanto, a greve geral de 11 de dezembro continua a demonstrar que conta com forte mobilização em diversas áreas do país, tendo gerado impacto em múltiplos sectores económicos.


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