Lares obrigam famílias a gastar muito mais do que o previsto
Mais de metade das famílias portuguesas acaba por ultrapassar o orçamento inicialmente definido quando procura uma vaga num lar. Um novo estudo revela que os custos continuam a aumentar e obrigam muitas pessoas a recorrer às poupanças ou até à venda de património.
Encontrar uma vaga num lar está a tornar-se um desafio cada vez mais pesado para as famílias portuguesas. Um novo estudo conclui que mais de metade dos agregados familiares acaba por gastar acima do orçamento inicialmente previsto para garantir uma resposta residencial a um familiar idoso.
O 1.º Barómetro da Procura de Residências Sénior em Portugal, divulgado pela Via Sénior, revela que muitas famílias começam a procura com um limite financeiro que acaba por se revelar insuficiente face aos preços atualmente praticados.
Segundo o estudo, a necessidade de aumentar o orçamento leva frequentemente a uma reorganização das finanças familiares. Além da pensão do idoso, são muitas vezes os filhos que suportam parte da despesa, recorrendo também a poupanças acumuladas e, em alguns casos, à venda ou ao arrendamento de património para fazer face aos encargos.
A investigação mostra ainda que são, na maioria das situações, os filhos quem assume a responsabilidade de procurar uma solução, normalmente quando o idoso deixa de reunir condições para permanecer em casa. Na maior parte dos casos, a opção procurada é um internamento permanente.
Os custos dos lares continuam igualmente a subir. De acordo com o barómetro, o preço médio de um quarto duplo ronda atualmente os 1.700 euros por mês, enquanto um quarto individual atinge, em média, os 1.900 euros, representando um aumento superior a 200 euros face ao ano anterior.
Os dados evidenciam a crescente pressão financeira sobre as famílias, num contexto em que o envelhecimento da população aumenta a procura por respostas residenciais e a oferta disponível continua limitada.
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