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Kremlin recua e mantém processo criminal contra Prigozhin e grupo Wagner

Depois de ter sido anunciado pela comunicação social russa que o Kremlin iria retirar as acusações contra Yevgeny Prigozhin e contra o grupo Wagner, eis que novas notícias dão conta que as autoridades russas vão manter o processo por rebelião.

A informação foi divulgada pelo jornal russo Kommersant e por três das agências noticiosas da Federação Russa, TASS, RIA e Interfax, esta segunda-feira.

Segundo estas, a Rússia mantém aberta a investigação e o processo criminal contra o líder do grupo Wagner Yevgeny Prigozhin, por rebelião.

Num discurso duro, o presidente Vladimir Putin prometeu no sábado «esmagar» o que apelidou como «um motim traidor», depois de Prigozhin anunciar que ele e os mercenários do Wagner tinham assumido o controlo da cidade de Rostov, no sul, e estavam a realizar uma ‘marcha pela liberdade’ em direção a Moscovo.

No entanto, com a mediação do líder da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, foi possível travar a marcha, e ficou também a garantia do Kremlin da retirada dos processos contra Prigozhin, de forma a que este pudesse viajar e manter-se na Bielorrússia, e também contra os mercenários, para permitir a retirada destes para a base do grupo Wagner.

Mas agora o jornal russo Kommersant noticia que os processos mantêm-se abertos e que o Serviço de Segurança Federal vai continuar a investigar o ocorrido, citando uma fonte não identificada que afirma que «não houve tempo suficiente para dar o caso como encerrado».


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