Jubileu 2025 em Évora: Arcebispo faz apelo por “esperança” para doentes, idosos e profissionais de saúde
O Jubileu 2025 começou em Évora com um apelo do arcebispo D. Francisco Senra Coelho por esperança e inclusão, destacando a necessidade de apoiar doentes, profissionais de saúde, idosos e pessoas com deficiência.
O Jubileu 2025 começou em Évora com uma mensagem clara de esperança e inclusão. Durante a celebração de abertura do Ano Santo, realizada na Catedral de Évora, o arcebispo D. Francisco Senra Coelho destacou a necessidade de apoiar doentes, profissionais de saúde, idosos e pessoas com deficiência, promovendo melhores condições nos serviços hospitalares e garantindo a valorização das suas vidas até ao fim natural.
A cerimónia, que começou na Igreja de Santo Antão com uma procissão até à Sé, foi marcada por um apelo à reconciliação e ao fim de divisões. O arcebispo sublinhou a importância do Jubileu como um momento de interioridade e transformação pessoal, enfatizando que o evento não deve ser reduzido ao turismo religioso, mas sim à vivência da fé.
D. Francisco lembrou ainda a tradição dos jubileus desde 1300 e fez eco dos desafios do presente, como o envelhecimento populacional, a tragédia da guerra e a necessidade de melhores condições para reclusos. O Papa Francisco também deixou orientações claras para os santuários serem espaços privilegiados de acolhimento e esperança, apontando diversos locais de referência em Portugal, como o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, e o Santuário do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas.
A homilia destacou o Jubileu da Esperança como uma oportunidade para superar barreiras sociais e internacionais, incentivando o perdão de dívidas a países pobres e propondo medidas de amnistia para reclusos em situações de recuperação cívica.
Com uma celebração que integra a festa da Sagrada Família, o Jubileu desafia as famílias a fortalecerem as suas relações, vivendo este período com Jesus, Maria e José como exemplo. “Que este Jubileu seja um passo de crescimento na relação com Deus, com os outros e em família”, apelou o arcebispo.
O Papa Francisco, na sua bula Spes non confundit (A esperança não desilude), estipulou que a abertura oficial do Ano Santo, em todas as dioceses, aconteça no dia 29 de dezembro de 2024, reforçando o propósito deste Jubileu como um marco de transformação espiritual.
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