José Sócrates exige 205 mil euros ao Estado por demora na investigação da Operação Marquês
Pedido de indemnização é de 206 mil euros
O Tribunal Administrativo de Lisboa começa esta quinta-feira a julgar a ação apresentada por José Sócrates contra o Estado português, na qual o ex-primeiro-ministro José Sócrates reclama uma indemnização de 205 mil euros devido à demora na investigação da Operação Marquês.
A ação deu entrada há nove anos, mas o julgamento só agora arranca. Segundo informações confirmadas ao Expresso por fonte do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (CSTAF), José Sócrates considera que a lentidão do processo lhe causou prejuízos financeiros e danos morais significativos.
Em causa está o período de quatro anos que o Ministério Público demorou a deduzir acusação no processo Operação Marquês, no qual José Sócrates é arguido por crimes de corrupção e branqueamento de capitais.
O antigo chefe do Governo alega ainda que existiram violações do segredo de justiça, apontando responsabilidades à comunicação social e à então Procuradora-Geral da República, através de comunicados oficiais.
Na queixa, Sócrates refere que, à data da sua detenção em 2014, auferia um salário mensal de 25 mil euros como consultor da farmacêutica Octapharma e sustenta que a manutenção prolongada do inquérito comprometeu a relação profissional com a empresa e inviabilizou perspetivas de crescimento dos seus rendimentos.
Segundo fonte do CSTAF, o prazo considerado razoável para a conclusão de um julgamento em primeira instância ronda os três anos, podendo ser ultrapassado em processos de especial complexidade, como é o caso da Operação Marquês.
A mesma fonte adianta que, quando se conclui existir atraso injustificado, é habitual serem atribuídas indemnizações entre 800 e 1000 euros por cada ano adicional de demora, dependendo das circunstâncias.
A acusação da Operação Marquês foi formalizada em 2017 e o julgamento teve início no verão de 2025.
Além desta ação em Portugal, José Sócrates apresentou também uma queixa no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pelos mesmos fundamentos e mantém ainda uma ação judicial contra uma deliberação da Ordem dos Advogados que lhe atribuiu um defensor oficioso, após sucessivas renúncias dos advogados por si escolhidos.
Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt
Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito







