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Joel Branco internado no Garcia de Orta por “internamento social”

Aos 80 anos (a caminho dos 81), o ator enfrenta uma realidade que choca quem o viu fazer rir gerações: permanecer no hospital por não ter para onde ir após a alta. O caso, revelado esta terça-feira numa peça televisiva e noticiado por órgãos de comunicação social, expõe um problema que está a engolir o SNS — os internamentos sociais — e levanta perguntas duras sobre a rede de apoio a idosos em situação de vulnerabilidade.

Joel Branco, ator que marcou várias gerações de portugueses, está internado no Hospital Garcia de Orta, em Almada, não por uma situação clínica que justifique a permanência em cama hospitalar, mas por se encontrar em regime de internamento social — um cenário em que o doente permanece no hospital por falta de resposta social imediata e sem apoio familiar disponível no momento. O caso foi revelado numa peça emitida no Jornal Nacional da TVI, esta terça-feira, 16 de dezembro, e está a provocar forte reação pública, com apelos nas redes sociais para que se encontre uma solução urgente.

De acordo com a informação avançada na mesma peça, Joel Branco tem 80 anos e está internado há dias no Garcia de Orta, numa situação descrita como vulnerável e sem “resposta familiar imediata”. O caso tornou-se ainda mais simbólico por envolver um nome conhecido do grande público, levantando questões sobre a forma como o país está — ou não — a proteger idosos em fragilidade, sobretudo quando não existe retaguarda familiar ou quando essa retaguarda é insuficiente.

Na reportagem, foi também referido que existem dezenas de camas hospitalares ocupadas por pessoas que já não necessitam de estar internadas, mas que continuam no hospital por não terem para onde ir. Esta realidade, que tem vindo a agravar-se, arrasta doentes e instituições para um impasse: por um lado, pessoas que já poderiam ter alta permanecem “presas” ao hospital; por outro, o SNS perde capacidade para responder a quem precisa de cuidados urgentes e internamento clínico.

O caso do ator reacende o debate sobre a responsabilidade coletiva e a articulação entre saúde e ação social. Na peça, foi defendida a necessidade de capacitar famílias para acolherem os seus familiares e, quando isso não é possível, de garantir resposta através do setor social, misericórdias, IPSS e também entidades privadas, de forma a evitar que hospitais sejam transformados em última morada por falta de alternativa.


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